1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Cultura

Cineastas alemães: dos dois lados do Atlântico

Alemães dirigem em Hollywood. Enquanto as más línguas dizem que eles apenas alimentam a indústria, os próprios afirmam europeizar produções norte-americanas. Cinema de qualidade, porém, continua sendo feito em casa.

default

Diretor Mennan Yapo e atriz Sandra Bullock, em Hollywood

Fato consumado na Alemanha é a tendência ao êxodo de determinados diretores, vistos anteriormente como "promissores" para a cinematografia nacional. Recentemente chegaram às telas os longas de Marco Kreuzpainter, Mennan Yapo e Oliver Hirschbiegel. Todos made in Hollywood, por cineastas alemães.

A discussão gira em torno de o quanto os diretores conseguem – ou não – manter suas "assinaturas" nos filmes que dirigem em Beverly Hills. Hirschbiegel, que se tornou conhecido através de A Queda, filme que retrata os últimos dias de Hitler, rodou The Invasion, Mennan Yapo dirigiu Premonition e Marco Kreuzpainter, Trade.

Mexicanos ontem, alemães hoje

von Donnersmarck erhält Oscar

Florian Henckel von Donnersmarck: Oscar chamou a atenção para a cinematografia alemã

Enquanto alguns dizem que o Oscar de melhor filme estrangeiro para a A Vida dos Outros, de Florian Henckel von Donnersmarck, no ano passado, foi responsável por chamar a atenção dos produtores de Hollywood para o cinema alemão em geral, há quem ache que tudo não passa de uma artimanha da indústria: procurar o novo, com o mero objetivo de vender mais.

Mesmo acreditando que a "verve européia" dos filmes dirigidos por alemães não deva ser subestimada, o alemão de origem turca Yapo afirma que os convites para trabalhar em Hollywood são basicamente uma ferramenta da indústria cinematográfica, "que está atenta para o fato de que não só agora, mas também mais tarde, vai precisar de sangue novo. Há alguns anos, vieram os mexicanos e trouxeram um novo sabor. Agora é a vez dos alemães. Eles oferecem uma perspectiva diferente acerca dos Estados Unidos", acredita o diretor.

No entanto, a crítica alemã vê nos filmes feitos pelos cineastas do país fora de casa uma contribuição apenas pálida à estética de Hollywood. Apoiados por megaprodutores como Roland Emmerich e Wolfgang Petersen, os diretores dirigem de olho no mercado norte-americano e não costumam mudar em nada as regras locais.

Pouca autonomia

Oliver Hirschbiegel, der Regisseur des Films Der Untergang

Oliver Hirschbiegel, diretor de 'A Queda'

O fato de os diretores alemães estarem chamando a atenção em Hollywood não é de ordem estética, mas meramente pragmática, acredita Andrea Dittgen, da Associação dos Críticos de Cinema Alemães. "Eles são contratados por custarem menos que seus colegas norte-americanos. Com exceção de Hirschbiegel, são também bastante jovens e podem ser 'sugados'", observa Dittgen. Além disso, lembra Yapo, "os alemães são pontuais, geralmente trabalham bem e são aplicados".

A grande dificuldade, porém, é manter a autonomia. "Se eles, por um lado, te fazem se sentir como um rei, por outro, você está gastando o dinheiro deles. Então eles te dizem: você é o rei, pode fazer o que quiser, contanto que nós estejamos felizes com o que você fizer", ironiza o produtor alemão Volker Engel.

O que não é necessariamente uma dificuldade para diretores que já têm uma tendência a fazer filmes de acordo com as normas de Hollywood. "A Alemanha tem uma postura muito amistosa frente aos EUA. Muitos desses diretores jovens cresceram vendo filmes norte-americanos e foram muito influenciados por eles", comenta Dittgen.

Clique para continuar lendo.

Leia mais