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Futurando!

Cinco tecnologias que deixam o carro mais verde

Os carros são apontados como os grandes vilões da poluição nas cidades, com a emissão de CO2 e de outros gases tóxicos que agravam o efeito estufa. No entanto, é impossível imaginar a vida sem o transporte motorizado.

Carro elétrico

Carro elétrico

Os pesquisadores trabalham no mundo inteiro em busca de alternativas para minimizar os impactos ambientais provocados por automóveis, ônibus e caminhões. Algumas tecnologias já estão sendo empregadas de forma comercial e outras devem chegar ao mercado nos próximos anos, assegurando maior eficiência energética aos veículos e um grau menor de poluição.

1. Carros elétricos –São veículos que usam motores movidos a eletricidade no lugar de gasolina ou outros combustíveis.  A força é armazenada em baterias que, por sua vez, são abastecidas por energia elétrica das tomadas. Embora o assunto tenha despertado interesse apenas a partir da década de 1990, veículos elétricos não são novidade. Uma série de modelos foi desenvolvida já no século 19, antes da popularização dos motores de combustão interna.

O governo alemão traçou um plano ambicioso e quer licenciar 1 milhão de veículos elétricos até 2020, mas atualmente, apenas 5 mil entre os 42 milhões de carros que circulam pelo país são movidos a eletricidade. Nesse ritmo, de acordo com um relatório da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica, é provável que apenas 60% do total pretendido sejam alcançados. O preço elevado, a falta de locais de abastecimento e de incentivos fiscais são apontados como problemas para atingir a meta.

2. Bicombustíveis –Combustíveis gerados a partir de uma planta ou de uma combinação de vegetais têm sido apontados como alternativa para reduzir o consumo de derivados de petróleo. No entanto, essa fonte energética não é considerada ecologicamente correta em todas as situações, já que a avaliação deve levar em conta o uso de fertilizantes que liberam gases nocivos, a emissão do maquinário utilizado no plantio, colheita e transporte.

Além disso, áreas potencialmente utilizáveis para a produção de alimentos acabam destinadas ao biocombustível. No Brasil, a conta ainda fica no verde e essa alternativa pode ser considerada ecologicamente viável. Já na Alemanha, o estudo Bioenergia: possibilidades e limites, publicado pela Academia Nacional de Ciências Leopoldina, aponta um saldo negativo.

Einführung von Hybridmotoren in Deutschland

Aberturas de tanque para abastecer o carro híbrido com gás e gasolina

3. Motores híbridos –Alguns veículos possuem motores que combinam a tecnologia elétrica e de combustão, para melhorar o desempenho das queimas de combustíveis, reduzir o esforço do motor e, com isso, atingir um melhor desempenho energético. Esse sistema consegue ainda converter a energia de frenagem em eletricidade, que é reutilizada pelo veículo. Outra vantagem é a otimização do uso dos combustíveis fósseis: carros maiores conseguem atingir os mesmos níveis de consumo de modelos menores, além de apresentarem taxas de emissão mais baixas.

Carros híbridos já estão à venda no Brasil desde 2010 e a tecnologia tem sido usada especialmente em veículos de luxo. Na Alemanha, ônibus circulam em diversas cidades do país com a mesma tecnologia, buscando uma redução dos gases liberados, uma das principais causas de poluição nos grandes centros urbanos.

4. Célula de combustível –Alguns veículos já circulam pela Europa movidos por uma inovação tecnológica que deve ser produzida comercialmente a partir de 2014. Trata-se da célula de combustível, um dispositivo eletroquímico que converte energia química de um combustível em eletricidade. O hidrogênio tem sido testado como combustível para essas células e, além de energia para mover o veículo, a reação libera apenas água, sem qualquer emissão de gases. Atualmente, a maior barreira é o preço, mas grandes empresas automobilísticas acreditam poder alcançar valores de mercado em poucos anos.

5. Carros solares – Assim como os carros movidos a células de combustível, os veículos a energia solar ainda estão em fase experimental. A maior parte dos modelos foi desenvolvida para corridas no deserto e enfrentaria problemas em circular pelas cidades. O maior desafio é a área disponível para os painéis solares na superfície do carro. Além disso, os veículos precisam ser leves e a presença de baterias para armazenar energia para períodos em que não há sol compromete esse aspecto.

Algumas experiências bem-sucedidas foram feitas com carrinhos de golfe, que possuem estruturas de pouco peso, não exigem velocidades altas e passam boa parte do dia estacionados sob o sol. Mas, se na terra os carros solares ainda são ficção científica, no espaço esses veículos fazem parte da realidade. Os rovers da NASA que exploram Marte desde 1997 são movidos a energia solar.