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Futurando!

Cinco países que mais usam pesticidas no mundo

Pesquisa sobre o uso de agrotóxicos no mundo mostra o Japão na liderança do ranking, quando considerado o volume de investimento em dólares por tonelada de alimento produzido. Brasil aparece em sexto lugar.

Quando considerado o investimento em dólares por tonelada de alimento produzido, o Japão é líder mundial no consumo de agrotóxicos, segundo estudo feito pela consultoria alemã Kleffmann, encomendado pela Associação Brasileira de Agronegócio (Abag). O Brasil aparece em sexto lugar no levantamento realizado em 2009.

Segundo a Anvisa, responsável por analisar o uso de agrotóxicos e conceder registro no Brasil, juntamente o com o Ministério da Agricultura e o Ibama, os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos consumidos no Brasil não são exatamente altos. Para a entidade, o que são altos são os níveis de irregularidades encontradas.

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos apontou o uso de substâncias não autorizadas na cultura alimentar como a principal irregularidade observada. O controle ineficaz do nível de agrotóxico no varejo é um dos principais responsáveis para essa situação, aliado a outros fatores, na avaliação da entidade, como o baixo nível de conscientização de alguns produtores.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pesticidas são potencialmente tóxicos para outros organismos, incluindo seres humanos. Para a Anvisa, o uso descontrolado de agrotóxicos pode trazer sérios riscos à saúde. Entre os principais problemas estão efeitos neurotóxicos, que afetam os sistemas nervoso e imunológico, problemas respiratórios e o desenvolvimento de alergias, problemas renais, hepáticos e até mesmo câncer.

1. Japão

No primeiro lugar no ranking aparece o Japão, com 97,73 de doláres investidos para cada tonelada de alimento produzido. A Sociedade Ciência Pesticida do Japão tem trabalhado para educar o público sobre o uso dos pesticidas e resíduos em culturas. Muitos simpósios sobre a segurança dos pesticidas para o homem e o meio ambiente foram realizados em vários locais no Japão, a fim de conscientizar consumidores e agricultores. No sistema de produção no Japão predomina a agricultura de muitos produtos diferentes em pequenas áreas.

2. França

A França é o principal consumidor europeu e ocupa a segunda posição entre os países que mais consomem pesticidas. O país investe 22,29 dólares por tonelada. Embora o estudo feito pela consultoria alemã Klefflemann tenha considerado todos os países membros da Comunidade Europeia como um grupo específico, a França se destacou. O Ministério da Agricultura do país tenta desenvolver regulamentos referentes à mistura de pesticidas.

3. Comunidade Europeia

O terceiro colocado da lista é a União Europeia, com investimento de 20,65 dólares para cada tonelada produzida. A pesquisa considerou todos os países membros do grupo. As vendas mundiais de agrotóxicos por continente mostram que, na Europa, o consumo aumentou mais de 20% entre 1997 e 2009. Quando o consumo está relacionado com o número de hectares cultivados (não incluindo pastagens permanentes), o ranking europeu fica o seguinte: Portugal, Holanda, Bélgica e França.

4. Argentina

Com 12,44 dólares de investimento por tonelada, a Argentina é o quarto da lista. O país é citado pela grande competitividade na produção de alimentos, sendo um dos que mais produzem e exportam esses produtos. De acordo com a o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), no setor agrícola a Argentina se destaca em cinco principais culturas: soja, girassol, milho, trigo e feijão. No agronegócio, diferentes formas de produção coexistem, segundo o Pnud.

5. Estados Unidos

Os Estados Unidos investem 9,42 dólares para cada tonelada de alimento produzida. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA, sigla em inglês) em 2001 foram usados nos EUA 4,5 quilos de pesticidas por pessoa – cerca de 675 milhões de quilos de pesticidas utilizados como ingrediente ativo. Os Estados Unidos estão entre os países que estabeleceram programas de monitoramento de resíduos de agrotóxicos.