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Brasil

Cinco mulheres encerram o ano artístico brasileiro na capital alemã

Exposições na Embaixada do Brasil e na Galeria do ICBRA dedicam-se à criação de cinco artistas brasileiras.

A paulista Lúcia Porto está expondo no saguão da Embaixada do Brasil. Os trabalhos de Lúcia têm caráter experimental e para a realização de suas obras ela utiliza, em primeira linha, materiais originários do mundo zoológico e se orienta pelas formas e elementos da natureza. O conjunto de pinturas e objetos que estarão expostos até 14 de dezembro recebeu o título de Fruto de Hera.

Duas outras artistas presentes neste fim de ano na capital alemã são cariocas: Lúcia Py, que vive e trabalha em São Paulo, e Christina Oiticica, que se inspira em temas da cena cultural brasileira dos anos 70.

Lúcia trouxe para Berlim trabalhos plástico-experimentais intitulados Ouro de Sépia, no estilo da post conceptional generation. Ela é considerada herdeira artística de Felini, Deleuze e Baudrillard. Além de expor em museus e grandes galerias, como é o caso do saguão da Embaixada do Brasil em Berlim, Lúcia Py costuma apresentar suas obras ao ar livre, nas ruas ou estações de metrô.

Christina Oiticica está mostrando obras de caráter concretista, orientados pela subjetividade de nosso corpo. Ela deu o nome de Casa de Mulher a seus trabalhos. Em linhas gerais, suas criações enquadram-se dentro das tendências desconstrutivistas dos anos 80 e 90.

As duas outras artistas são paranaenses e seus trabalhos poderão ser vistos até 21 de dezembro na Galeria do ICBRA, o Instituto Cultural Brasileiro da Alemanha.

Uma delas é Juliane Guganti, cuja obra de título Nem tudo é revelado se inspira originariamente em tendências gráficas brasileiras contemporâneas. Já a pintora Teca Sandrini faz uma espécie de profundo tributo às cores. A mulher, nos mais variados momentos da vida cotidiana, é tema central da exposição O visível e o invisível. Teca Sandrini, com esmerado refinamento artístico, consegue dar uma excelente dimensão estética às impressões mais íntimas da existência feminina.

Com a exposição dos trabalhos de Juliane Fuganti e Teca Sandrini, o ICBRA, sob a direção do Dr. Tiago de Oliveira Pinto, inicia um ciclo de eventos intitulado A Arte Moderna do Paraná. Coordenado por Maria Helena Paranhos, o ciclo se encerrará em fevereiro, quando museus e entidades culturais da capital alemã ficarão abertos pela madrugada adentro, na Noite Longa dos Museus.