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Mundo

Cinco milhões em greve na França e Inglaterra

Três milhões protestaram contra as reformas trabalhistas na França. Parte do país está paralisada. No Reino Unido, greve dos funcionários municipais foi a maior dos últimos 80 anos.

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Polícia persegue presumíveis arruaceiros

Iniciou-se nesta terça-feira (28/03), na França, a greve geral contra as polêmicas reformas do mercado de trabalho, ditadas pelo primeiro-ministro Dominique de Villepin. Sindicatos e associações estudantis pretendem assim forçar o premiê a retirar o Contrato de Primeiro Emprego (CPE), que facilita a demissão dos trabalhadores jovens.

"Terça-feira negra"

Generalstreik in Frankreich Verkehrszentrale Paris

Central de tráfego de Paris monitora os engarrafamentos

O transporte público municipal apresentou atrasos desde as primeiras horas da manhã, e algumas linhas de metrô já haviam suspendido suas atividades na véspera. O tráfego aéreo também ficou prejudicado.

Nas proximidades de Paris, formaram-se engarrafamentos de mais de 100 quilômetros. A metade dos trens não circulou, assim como numerosos ônibus e metrôs. Cerca de 70 cidades de grande e médio porte foram afetadas.

Segundo os organizadores, os 135 protestos desta "terça-feira negra" reuniram mais de três milhões de pessoas em todo o país. Somente em Marselha, foram registrados 250 mil manifestantes. Na manifestação em massa de 18 de março último, dados conflitantes da polícia e dos sindicatos haviam acusado entre 530 mil e 1,5 milhão de participantes.

Französische Studenten setzen Protestaktionen fort

Polícia francesa age duro com os estudantes

Funcionários dos correios, professores e profissionais de mídia também anunciaram paralisações. Devido aos episódios violentos durante os protestos anteriores, a polícia ficou em estado de alerta, sobretudo na capital Paris. O ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy, ordenou a detenção de "tantos arruaceiros quanto possível". As manifestações contra o CPE já duram três semanas.

Greve recorde do outro lado do Canal

Os funcionários municipais britânicos também entraram em greve nesta terça-feira, exigindo melhores condições de aposentadoria. As paralisações acarretaram caos dos transportes e o fechamento de escolas e bibliotecas.

Segundo informações da Unison, a maior associação sindical envolvida, 1,5 milhão de trabalhadores apóiam a ação. Trata-se da maior manifestação desde a histórica greve geral de 1926, afirmou o secretário-geral da Unison, Dave Prentis.

"Regra dos 85"

Os protestos se dirigem contra a intenção do primeiro-ministro, Tony Blair, de acabar com a chamada "regra dos 85". Segundo esta, funcionários municipais podem se aposentar a partir dos 60 anos, desde que sua idade e tempo de serviço somem, juntos, 85 anos.

Prentis lembrou que em 2005 o governo fechou acordo com milhões de empregados do serviço público, ensino e saúde, permitindo-lhes aposentar-se aos 60 anos. "Tudo o que pedimos é o mesmo tipo de proteção para os funcionários municipais", explicou o sindicalista.

O governo contra-argumenta que a medida custará 2% mais de impostos aos contribuintes municipais.

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