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Futurando!

Cinco desafios para se tornar astronauta

Conheça alguns dos pré-requisitos estipulados pelas agências espaciais para uma viagem ao espaço. Conhecimento técnico e preparo físico são obrigatórios para suportar o treinamento.

Viajar pelo espaço é um sonho para muitas pessoas. Desde os tempos mais remotos, o céu sempre exerceu fascínio sobre a humanidade. A chegada do homem à Lua pela primeira vez, em 20 de julho de 1969, diminuiu as distâncias e promoveu o avanço das pesquisas e do conhecimento sobre o espaço. Agora, a NASA está em processo de identificação de possíveis asteroides próximos da Terra, com a intenção de visitar um deles em 2025.

A pesquisa aeroespacial ganhou destaque no Brasil com o Tenente-Coronel da Força Aérea, Marcos Cesar Pontes, o primeiro brasileiro considerado astronauta pela agência espacial norte-americana, NASA. Ele também é considerado o primeiro astronauta lusófono e o único a alcançar este feito no Hemisfério Sul. Pontes está à espera da definição de sua escalação para a segunda missão espacial do Brasil.

De acordo com a NASA, os primeiros astronautas foram selecionados já muito antes das missões tripuladas começarem, em 1959. A seleção da NASA é rigorosa. Dos milhares de pedidos recebidos, apenas alguns são escolhidos para o programa de treinamento intensivo. Confira os cinco desafios que um astronauta precisa enfrentar até chegar ao espaço:

1. Conhecimento técnico e acadêmico suficientes

Um dos pré-requisitos da NASA para um piloto astronauta inclui bacharelado em Engenharia, Ciências Biológicas, Ciências Físicas ou Matemática. O desempenho durante o curso e a reputação da universidade também contam. Outro requisito é o domínio de uma língua estrangeira (russo, inglês, chinês). Além disso, o candidato precisa ter pelo menos 1.000 horas de voo como piloto em comando em aviões a jato. É fundamental conhecer todos os equipamentos da nave espacial e ser capaz de lidar com qualquer problema que possa ocorrer no espaço.

2. Bom condicionamento físico

Em uma viagem ao espaço, o ser humano precisa se preparar para enfrentar o ambiente mais hostil que existe: altos níveis de radiação, ausência de pressão atmosférica, pouca gravidade, ausência de oxigênio e temperaturas extremas, explica Norma Reis, que é mestre em administração espacial pela Universidade Internacional do Espaço e fez estágio na NASA. Para resistir a isso, os astronautas precisam estar em ótimas condições de saúde e apresentar um bom condicionamento físico. A permanência prolongada no espaço pode levar à perda de massa muscular e óssea. A avaliação positiva do estado de saúde do candidato a astronauta é considerada determinante. Candidatos entre 27 e 37 anos de idade têm preferência nas seleções da Agência Espacial Europeia (ESA).

3. Treinamento em ambientes de microgravidade

Para ir ao espaço é preciso passar por um treinamento pesado. Os astronautas são submetidos a testes e expostos a ambientes de alta e baixa pressão atmosférica. Os programas de formação de astronautas compreendem dois tipos de treinamento: básico, pelo qual todos os candidatos passam; e específico, com conteúdos e procedimentos especializados para uma determinada missão. De acordo com a NASA, os formadores precisam familiarizar os astronautas com veículos e equipamentos de voo altamente especializados e fazer isso em um ambiente de microgravidade.

4. Adaptação à vida no espaço

O organismo do ser humano não está adaptado à vida fora do planeta. Por isso, é necessário adotar cuidados especiais. Os astronautas precisam reaprender atividades básicas num ambiente sem gravidade. O alimentos, por exemplo, precisam ser preparados de forma especial e geralmente são desidratados. Atividades simples como se alimentar, ir ao banheiro ou cuidar da higiene pessoal ganham um novo grau de exigência no espaço. Segundo o Programa da Estação Espacial Internacional, em geral a tripulação tem direito a três refeições por dia.

5. Familiaridade com os trajes espaciais

Dentro da nave o nível de oxigênio e a temperatura são adequados, então os astronautas não precisam de trajes especiais. Mas, em caso de emergência, há roupas equipadas com aparelhos de comunicação, capacete, botas, luvas, paraquedas e preservador de vida inflável. Essas roupas são usadas caso a cabine sofra despressurização, por exemplo. Os astronautas não conseguem trocar de roupa todos os dias. Embalar quantidades suficientes de roupa para troca diária seria muito dispendioso. Por isso, a roupa interior é mudada em média a cada 2 ou 3 dias.