1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Ciência e Saúde

Cientistas obtêm células-tronco de embrião humano clonado

Técnica usada em universidade americana é a mesma aplicada para gerar a ovelha Dolly. Resultado abre portas para tratamento de doenças como Parkinson, mas responsáveis alertam que não se trata ainda de clonar humanos.

Um grupo de cientistas americanos conseguiu, pela primeira vez na História, obter células-tronco humanas com o mesmo DNA de uma célula adulta. O trabalho, publicado nesta quarta-feira (15/05) na revista Cell, é o primeiro caso bem-sucedido da aplicação em pessoas da técnica de clonagem que deu origem, por exemplo, à ovelha Dolly.

O anúncio é feito após 15 anos de pesquisas insistentes e uma série de fracassos científicos. Mas, segundo os autores do estudo, não se trata ainda de obter pessoas clonadas, mas sim de chegar à chamada fase de blastocisto do embrião para extrair as células-tronco.

O que os pesquisadores da Universidade de Ciências de Oregon conseguiram foi transferir o núcleo da célula da pele, contendo o DNA de uma pessoa, para a célula de um óvulo, de onde foi retirado o material genético. O núcleo de uma célula adulta uniu-se, então, com um óvulo que produz células-tronco.

Klonschaf Dolly

A ovelha clonada Dolly, em imagem de 1997

"As células-tronco obtidas por essa técnica demonstraram a sua capacidade de se diferenciarem, como as células-tronco normais, em diferentes tipos de células – nervosas, hepáticas e cardíacas", explicou o coordenador da pesquisa, Shoukhrat Mitalipov. 

As células-tronco – também chamadas estaminais – são as únicas que têm a capacidade de se diferenciarem em todo o tipo de células do organismo e de se multiplicarem sem limite, apresentando, assim, um grande potencial terapêutico.  Segundo cientistas, elas são promissoras no tratamento de doenças como Parkinson e esclerose múltipla.

A pesquisa da Universidade de Oregon, feita após um bem-sucedido teste do mesmo tipo com macacos, tem o mérito, segundo especialistas, de não usar embriões fertilizados – o que poderia levantar questões éticas.

RPR/ ap/ afp/ rtr/ lusa