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Ciência e Saúde

Cientistas ligam calor na Europa a mudanças climáticas

Análise indica que onda de calor como a atual é cada vez mais frequente no continente. Segundo a ONU, países estão mais bem preparados para lidar com fenômeno do que em 2003, quando 70 mil morreram.

De Portugal à Polônia, as temperaturas subiram vertiginosamente nesta semana na Europa com a chegada de uma massa de ar vinda do Saara. Pesquisadores afirmam ser "praticamente certo" que as mudanças climáticas estão aumentando a probabilidade de ondas de calor dessas proporções no continente.

Uma análise divulgada nesta sexta-feira (03/07) por especialistas de universidades, serviços meteorológicos e instituições de pesquisa aponta que o tipo de onda de calor que atinge a Europa nesta semana – definida como um período de três dias de calor excessivo – é cada vez mais frequente no continente.

Em Mannheim, na Alemanha, por exemplo, uma onda de calor como a dos últimos dias teria sido um evento único no século 20, mas hoje a probabilidade é de que se repita a cada 15 anos. Já em De Bilt, na Holanda, uma onda de calor como a atual aconteceria em média a cada 30 anos no século 20, enquanto agora deve ocorrer a cada três anos e meio, segundo os cientistas.

A análise sobre a atual onda de calor, focada em cinco cidades europeias, é parte do programa World Weather Attribution, liderado pela Climate Central, organização de jornalismo científico baseada nos EUA e apoiada por cientistas e instituições mundo afora, incluindo as universidades de Oxford e Melbourne. O objetivo do programa é usar dados para mostrar como alterações nos padrões de clima estão ligadas às mudanças climáticas.

Continente mais bem preparado

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, uma agência da ONU, a Europa tem hoje mais condições de lidar com a onda de calor que no passado. De acordo com a porta-voz Clare Nullis, o continente está "muito mais bem preparado" do que em 2003, quando uma onda de calor deixou cerca de 70 mil pessoas mortas, sendo grande parte deles idosos na França.

Agora, a maioria dos países tem sistemas de alerta para o calor, como o emitido pelo Serviço Meteorológico Alemão (DWD). As autoridades francesas estão encorajando desabrigados a usar chuveiros públicos, e na Holanda, apresentadores de TV dão dicas de como enfrentar as temperaturas elevadas.

Nos últimos dias, algumas cidades europeias já registraram temperaturas perto ou acima dos 40 graus Celsius, e o calor deve continuar no fim de semana. Londres registrou o dia mais quente do mês de julho de todos os tempos nesta quarta-feira, quando a máxima chegou a 36,7 graus Celsius.

Na Alemanha, há previsões de que os termômetros superem neste sábado a marca recorde, de 40,2 graus Celsius – registrada no país tanto em 1983 quanto em 2003. Algumas consequências do calor sentidas no país são problemas circulatórios, enfrentados sobretudo pelos idosos, panes no ar condicionado de trens e ameaça de falta d'água.

Segundo cientistas, os períodos de calor têm aumentado na Alemanha desde os anos 1990, e as temperaturas máximas estão subindo.

LPF/rtr/dpa/ap

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