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Ciência e Saúde

Cientistas descobrem as ferramentas mais antigas do mundo

Arqueólogos encontram no Quênia artefatos de pedra com bordas afiadas de 3,3 milhões de anos. Se as suposições dos pesquisadores forem confirmadas, a história evolutiva do homem precisará ser reescrita.

Ferramentas pré-históricas nem sempre são reconhecidas à primeira vista. Assim, as lascas empoeiradas de pedra encontradas a oeste do Lago Turkana, no Quênia, também não foram identificadas, a princípio, como ferramentas.

Mas os responsáveis pela descoberta, os cientistas da Universidade Stony Brook, de Nova York, afirmam estar seguros de que as pedras com bordas afiadas não surgiram de forma natural, mas foram produto da batida intencional de uma pedra em outra.

A sensação está no fato de esses instrumentos de trabalho terem sido confeccionados há 3,3 milhões de anos, ou seja, bem antes que os membros do gênero Homo tenham se estabelecido no planeta, há cerca de 2,5 milhões de anos.

Cultura Oldovaiense

Até agora, as ferramentas pré-históricas mais antigas provinham desse período. Elas foram encontradas na Garganta de Olduvai, na Tanzânia, país da África Ocidental. O local onde foram encontrados os artefatos também deu origem ao nome da cultura arqueológica da época, que os cientistas denominaram de Olduvaiense.

Representantes dessa cultura são o Homo rudolfensis, Homo habilis, Homo erectus e o Homo ergaster. Até o momento, os cientistas acreditavam que eles foram os primeiros a ter a capacidade intelectual para produzir instrumentos afiados a partir de seixos.

Os recém-descobertos artefatos do Quênia são, ao menos, 800 mil anos mais antigos do que aqueles encontrados na Cultura Oldovaiense e podem pôr de cabeça para baixo as atuais doutrinas científicas.

"As ferramentas podem nos dizer muito sobre o desenvolvimento intelectual de nossos ancestrais", explica Sonia Harmand, da Universidade Stony Brook.

Instrumentos implicam desenvolvimento intelectual

Se a análise dos cientistas for confirmada, então ancestrais humanos bem mais antigos teriam um cérebro razoavelmente bem desenvolvido. Mesmo que os instrumentos agora descobertos sejam tecnicamente menos sofisticados do que os da Cultura Oldovaiense, para a sua fabricação era necessário determinado controle da capacidade motora das mãos. Isso já pode ter surgido há cerca de 3,3 milhões de anos, especulam os cientistas.

Interessante também é o fato de cientistas terem encontrado em 1999, bem próximo do local da nova descoberta, um crânio e outros restos de um hominídeo de 3,3 milhões de anos, o Kenyanthropus platytops. Ainda não está comprovado que esse foi o autor dos artefatos, pois ainda são necessários estudos e análises. Suposições baseadas numa única descoberta, porém, são apenas um começo.

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