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Ciência e Saúde

Cientistas de Chicago criam 'concreto marciano'

Com enxofre e solo de Marte, pesquisadores desenvolveram um cimento reciclável e resistente às condições atmosféricas do planeta.

O interesse por Marte está aumentando, assim como o desejo de estabelecer uma colônia humana fora do planeta Terra. Essa intenção é evidenciada por projetos como o Mars One, lançado em 2011.

Um dos principais desafios da colonização é construir prédios onde as pessoas possam morar e trabalhar em Marte.

Os cientistas Lin Wan, Gianluca Cusatis e Roman Wendnerda, da Universidade do Nordeste de Chicago, encontraram uma solução possível. Eles conseguiram criar uma variação de concreto usando materiais que existem naturalmente em Marte: enxofre e terra.

Eles aqueceram o enxofre em altas temperaturas até que a substância virasse líquido e misturaram com a terra de Marte. Diferente do tradicional, o "concreto marciano" não requer água, um recurso escasso nesse planeta.

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O concreto a base de enxofre não é uma ideia nova, mas sempre houve problemas com a mistura. Durante o processo de resfriamento, eram formadas cavidades. Agora, os cientista de Chicago descobriram que usando cerca de 50% de enxofre e 50% de solo marciano é possível criar um material resistente às condições de Marte.

Dadas as condições ambientais do planeta, como a gravidade, a pressão atmosférica e as temperaturas, é possível criar um cimento marciano à base de enxofre. "No entanto, ficamos um pouco surpresos com a alta quantidade de enxofre necessária para ser misturarada com a terra", afirmou à DW a cientista Lin Wan.

Inovação

O concreto marciano é duas vezes mais resistente do que a variedade típica feita com enxofre, por causa das ligações químicas com os minerais presentes no solo de Marte. O material também é 100% reciclável. O enxofre pode ser derretido e reutilizado.

O projeto começou com um estudo sobre o concreto lunar. Mas num ambiente lunar, o enxofre se transforma em gás, no processo conhecido como sublimação. Por esse motivo, os pesquisadores decidiramm que o concreto marciano seria uma "ótima alternativa".

"Marte tem uma pressão atmosférica muito mais alta do que a lua", diz Wan. "E lá a sublimação não é um problema."

A cientista acredita que o próximo passo lógico seria combinar o conceito de concreto marciano com a tecnologia de impressão 3D. A execução desse plano, porém, está longe de acontecer.

Apesar do sucesso inicial, o concreto marciano precisa passar por revisões. "A performance a longo prazo do concreto marciano ainda tem que ser estudada", explica Wan.

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