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Alemanha

Cientistas atribuem epidemia da AIDS a picada de mosca

Três pesquisadores alemães estão convencidos de que a mosca dos estábulos (Stomoxys calcitrans) iniciou a disseminação do vírus da AIDS por todo o mundo.

O inseto sugador de sangue haveria transmitido, do macaco para o homem, o vírus que provocaria a AIDS, na primeira metade do século 20. O relatório detalhado da pesquisa da equipe liderada pelo professor Gerhard Brandner, do Departamento de Virologia da Universidade de Freiburg, será divulgado pela revista científica britânica New Scientist, a sair no sábado (16), e, em seguida, na próxima edição de Naturwissenschaften.

Uma peculiaridade no comportamento da mosca dos estábulos a colocou na mira dos três cientistas: ela é um dos poucos insetos que, ao sugar, também regurgita um pouco de sangue. A hipótese é que uma Stomoxys calcitrans haveria se alimentado de carne de macaco infectada das feiras africanas picando, em seguida, seres humanos.

Ceticismo da comunidade científica

A atual pesquisa da AIDS parte do princípio de que o chamado vírus da imunodeficiência (SIV) assumiu a forma mutante do HIV no organismo de macacos do centro ou oeste da África. A hipótese lançada pelos cientistas das Universidades de Freiburg e Bonn e do Instituto Max Planck de Göttingen é vista com ceticismo por parte de seus colegas. A suposição mais difundida é de que a transmissão do vírus haveria se dado ou através da mordida de um macaco ou pela ingestão de carne crua de um destes animais.

O professor David Mabey, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, alerta: "É uma tese interessante, nada mais. O problema é que esse tipo de coisa desvia a atenção da mensagem central, a saber: 90% das infecções ocorrem através do sexo ou da mãe para o bebê. Portanto, o importante é as pessoas protegerem-se durante o ato sexual, e não preocupar-se com picadas de mosca".

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