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Alemanha

Cientista alemão divide Nobel de Física com pesquisador francês

Modernos discos rígidos e tocadores de MP3 não seriam possíveis sem as pesquisas do físico alemão Peter Grünberg e do pesquisador francês Albert Fert, que dividem o Prêmio Nobel de Física deste ano.

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O físico Peter Grünberg: alegre, mas não surpreso com o Nobel

Dois anos após a premiação do pesquisador bávaro Theodor Hänsch, novamente um cientista alemão é agraciado com o Prêmio Nobel de Física. Neste ano, Peter Grünberg, do Centro de Pesquisas de Jülich, divide o prêmio da Real Academia Sueca de Ciências com o pesquisador francês Albert Fert, da Universidade de Paris, pela descoberta da Magnetoresistência Gigante (GMR).

Grünberg e Fert descobriram, em 1988, o Efeito Magnetoresistivo Gigante (efeito GMR). O efeito permitiu o desenvolvimento de novos leitores de informação em pequenos discos rígidos, provocando um salto no desenvolvimento da capacidade de armazenamento dos drives não somente de computadores pessoais, mas também de tocadores de vídeo e de MP3.

"A indústria de iPod e MP3 não existiriam sem suas descobertas", explicou Borje Johansson da Academia Sueca de Ciências. Grünberg se demonstrou bastante alegre, mas não muito surpreso com a notícia do prêmio.

Ligação esperada

"Como já recebi muitas condecorações, perguntavam-me várias vezes 'quando vem finalmente o grande prêmio final?'", respondeu Grünberg, nesta terça-feira (09/10), no Centro de Pesquisas de Jülich, afirmando que estava em seu escritório quando a ligação de Estocolmo chegou. "Porque se sabe que a ligação de Estocolmo chega, geralmente, por volta das 11h30min da manhã", acrescentou o cientista com uma piscada de olho.

Grünberg nasceu em 1939 e trabalha desde 1972 no Instituto de Pesquisa de Corpos Sólidos do Centro de Pesquisas de Jülich. Em suas pesquisas fundamentais, ele se ocupou de camadas magnéticas microscópicas, descobrindo a Magnetoresistência Gigante, em 1988.

No mesmo ano e independentemente de Grünberg, Albert Fert, descobria a GMR. Fert, pesquisador da Universidade de Paris Sul e da empresa Thales, é um ano mais velho que seu colega alemão. A GMR foi patenteada, primeiramente, por Grünberg.

Mega e gigabytes

Schweden Frankreich Nobelpreis in Physik für Albert Fert

Albert Fert dividiu o prêmio com Grünberg

A partir dos anos de 1990, a indústria começou a usar a patente da GMR. Em 1997, a IBM produzia comercialmente o primeiro drive que aproveitava o efeito GMR. Com o aumento da quantidade de dados, mais e mais mega e gigabytes tiveram que ser armazenados em menor local.

Estas informações só podem ser acessadas, quando lidas por sensores de campos magnéticos. A quantidade de informação armazenada pode aumentar sensivelmente quando os sensores magnéticos são melhorados.

Vale a pena pesquisar na Alemanha?

Tal melhora foi possibilitada através das pesquisas de Grünberg e Fert. Segundo o Centro de Pesquisas de Jülich, o volume de negócio produzido com os resultados de tais pesquisas chega hoje a 100 bilhões de euros.

Achim Bachem, presidente do conselho diretor do Centro, afirmou que o reconhecimento do Prêmio Nobel a Grünberg é "dos mais belos momentos pelo qual passou o Centro de Pesquisas de Jülich desde a sua fundação".

Perguntado se valeria a pena pesquisar na Alemanha, Grünberg respondeu "Sim, definitivamente". Suas pesquisas não receberam, inicialmente, grande atenção das firmas alemãs, mas esta situação já haveria mudado. O pesquisador afirmou ainda que destinará o prêmio no valor de 1,42 milhão de euros para sua família e para que "finalmente possa pesquisar sem ter que fazer um pedido de ajuda de pesquisa para qualquer bagatela". (ca)

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