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Alemanha

Ciclone na Alemanha é conseqüência de mudanças no clima mundial

Na semana passada, o norte da Alemanha foi assolado por um ciclone, que causou a morte de diversas pessoas e um elevado prejuízo material.

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Foram enormes os danos materiais provocados pelo ciclone na Alemanha

Numa entrevista ao jornal Welt am Sonntag, o ex-ministro alemão Klaus Töpfer citou a recente catástrofe natural no norte da Alemanha como sendo uma primeira conseqüência do aquecimento global da atmosfera: "Ninguém pode mais negar hoje uma relação direta entre a transformação do clima e as temperaturas que ocorrem de forma cada vez mais freqüentes."

Para Töpfer, também os balanços das companhias de seguros são uma prova incontestável das transformações climáticas negativas: "No ano passado, ultrapassamos pela primeira vez o volume de 100 bilhões de dólares em danos causados pelas catástrofes naturais." O número de tais ocorrências aumentou de maneira dramática, esclareceu o chefe do PNUMA.

Luta contra o efeito estufa

A Europa central não está a salvo dos danos causados pelas mudanças do clima. Especialmente no setor da agricultura, pode-se esperar enormes prejuízos materiais. Klaus Töpfer defendeu uma luta incessante contra os gases causadores do efeito estufa, em especial o dióxido de carbono (CO&sub2;), considerado como o "inimigo número um do clima". É preciso buscar caminhos alternativos para o abastecimento energético, reduzindo ao máximo a combustão de carvão, gás e petróleo.

As piores conseqüências da mudança do clima são enfrentadas pelos países em desenvolvimento e não pelos países industrializados, que são os principais culpados do efeito estufa com a sua enorme emissão dos gases causadores do problema, afirmou Töpfer. O diretor do PNUMA declarou-se satisfeito pelo fato de a Europa e o Japão terem ratificado o Protocolo de Kyoto. Mas considera preocupante a posição dos Estados Unidos: o governo de Washington recusa-se a ratificar o documento. "Isto é preocupante pelo fato de os Estados Unidos serem os causadores de 35% das emissões totais dos países industrializados", declarou Klaus Töpfer.

Na quinta-feira passada, o presidente americano George W. Bush anunciou que os EUA ainda necessitam de dois a cinco anos, antes de poder apresentar uma estratégia própria sobre a melhor forma de reduzir os riscos de uma mudança climática para a população americana.

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