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Cultura

Christian Petzold: o cineasta da solidão

Histórias de seres solitários o fizeram famoso e premiado. Petzold apresenta um novo olhar sobre a desilusão e a melancolia. Realismo puro.

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Petzold: tudo graças a Hitchcock e Truffaut

Christian Petzold pertence a um grupo seleto de diretores alemães. Com Die innere Sicherheit (O Estado em Que Me Encontro), ele conquistou, em 2001, o prêmio de melhor filme do ano do cinema alemão. Outros trabalhos como Toter Mann (O Homem Morto) e Wolfsburg, realizados na seqüência, foram festejados pela crítica.

Neste ano, o filme Gespenster (Fantasmas) foi muito bem recebido durante a Berlinale. Característicos em suas películas são os diálogos curtos, a solidão dos protagonistas e a redução a poucos personagens – geralmente dois ou três.

Motivações pessoais

Berlinale Film Gespenster

Cena do filme 'Fantasmas' (2004)

A produção mais recente de Petzold, Gespenster, conta a história de uma mulher que acredita reconhecer em uma mendiga a própria filha, seqüestrada anos antes nas ruas de Berlim. Com essa temática, o cineasta apresenta sua visão peculiar do mundo. São pessoas desiludidas, que se comunicam mas não se entendem, mentirosas para si mesmas e para os outros.

"Acredito que pessoas que de alguma forma são criminosas – e assim são todos os protagonistas dos meus filmes

– ou que têm uma existência duvidosa ou uma falsa identidade, mentem naturalmente", explica. "Mas são nestas mentiras que elas informam quais são seus anseios. É isso que me interessa."

Onde tudo começou

Um dos grandes acontecimentos na vida de Christian Petzold, nascido em Hahn, uma pequena cidade no Estado da Renânia do Norte-Vesfália, foi quando sua mãe recebeu sem querer de um Clube de Leitura um livro sobre Alfred Hitchcock, escrito por François Truffaut.

A leitura ávida da obra rendeu frutos. "Foi uma forma de iniciação ao cinema", confessa. Pouco tempo depois, Petzold passou a presidir um clube de cinema e escreveu sua primeira crítica em um jornal especializado.

Die innere Sicherheit - Petzhold

Cartaz de 'O Estado em Que Me Encontro', eleito Melhor Filme de 2001

Sua ida para Berlim em 1981 para estudar Letras se resumiu, entre outras atividades, a freqüentes sessões de cinema. O interesse pela sétima arte já era grande."Eu tinha a sensação de que aos 22 ou 23 anos de idade ainda não dava para fazer filmes", confessa. "Pelo menos, eu. Outros talvez conseguissem", explica Petzold.

Por fim, o cineasta concluiu seus estudos na Academia Alemã de Cinema e Televisão. Depois de cinco filmes para a televisão, Petzold estreou no cinema com Die innerere Sicherheit, que conta a história de uma menina cujos pais, ex-terroristas, tentam voltar à vida normal.

Continuidade do trabalho

Christian trabalha geralmente com o mesmo câmera, Hanns Fromm, a mesma equipe de montagem (Bettina Böhle) e assessoria (Harun Farocki). O trio atuou também na última produção, Gespenster, que o cineasta caracteriza como "uma história melancólica".

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