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Economia

Chipre anuncia pedido de resgate financeiro para salvar bancos

A terceira menor economia da zona do euro acabou cedendo devido à delicada situação dos seus bancos, contaminados pela crise na Grécia. Governo comunista também vinha negociando ajuda com China e Rússia.

Com a economia afundada em dívidas, o governo do Chipre anunciou oficialmente nesta segunda-feira (25/06) o pedido de ajuda financeira ao fundo de resgate do Eurogrupo. Este é o quinto país do grupo de nações da moeda comum a recorrer ao pacote de resgate para salvar seu setor bancário e minimizar os efeitos da crise da Grécia.

Um pouco antes do anúncio do Chipre, o Eurogrupo havia confirmado ter recebido também nesta segunda-feira um pedido de ajuda da Espanha. Ainda não se sabe exatamente, porém, quanto será repassado aos governos de Madri e de Nicósia a fim de salvar instituições de crédito enfraquecidas. No caso espanhol, porém, acredita-se que o pacote deva chegar a 100 bilhões de euros, mas a quantia deve ser definida nas próximas duas semanas. Portugal, Irlanda e Grécia já receberam crédito do fundo de resgate europeu.

Forte ligação com a Grécia

O Chipre já vinha sendo apontado, há algum tempo, como sério candidato a receber ajuda. O pequeno país é a terceira menos economia do Eurogrupo e enfrenta uma dura recessão econômica devido ao forte atrelamento de seus bancos com a economia da endividada Grécia. A segunda maior instituição bancária do Chipre, o Cypros Popular Bank, precisa cobrir um rombo de 1,8 bilhão de euros até o próximo dia 30 – montante que representa quase 10% do PIB cipriota.

O presidente do Chipre, Demetris Christofias – o único chefe de governo comunista da União Europeia – vinha se recusando a apresentar o pedido de resgate financeiro, justamente por este crédito estar condicionado a reformas e medidas de austeridade, impostas pelos credores.

Na manhã desta segunda-feira, a agência de rating Fitch já havia rebaixado a nota de crédito do Chipre e aumentando as especulações sobre o pedido de resgate financeiro à ilha. De grau BBB-, a nota do Chipre foi passada pela Fitch a BB+, ou seja, dentro do nível especulativo. Outras grandes agências de classificação, a Standard & Poor's e a Moody's, há haviam rebaixado a nota do Chipre em janeiro e março, respectivamente.

Fora da Europa

Sem grandes tomadas de empréstimos no mercado financeiro internacional, o governo cipriota também vai buscar ajuda fora da Europa. Representantes do Chipre estiveram há poucos dias na China. O principal objetivo foi arrecadar crédito ou investimentos para o Popular Bank.

A Rússia também consta como um dos possíveis credores. Nas últimas semanas, fontes do governo contaram que Moscou já havia sido consultado para fazer empréstimos ao Chipre, que no ano passado tomou 2,5 bilhões de euros emprestados dos russos. Ainda não se sabe ao certo, porém, se com a confirmação do pedido de resgate pelo fundo europeu ainda será necessário manter os apelos por recursos à Rússia e à China.

MSB/rtr/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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