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Alemanha

Chip em passaporte alemão armazena impressões digitais

Objetivo é dificultar a falsificação e o mau uso do documento, além de facilitar e tornar mais seguro o controle de fronteiras. Oposição diz temer que criminosos tenham acesso às informações.

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Um scanner fará a leitura das impressões digitais dos dedos indicadores

Os alemães que solicitarem um novo passaporte terão, a partir desta quinta-feira (01/11), suas impressões digitais lidas por um scanner e armazenadas num chip integrado ao documento. A regra vale apenas para os novos passaportes. Os documentos antigos continuam valendo.

O governo federal e as autoridades de segurança pública asseguram que o novo passaporte eletrônico é mais difícil de ser falsificado e tornará mais fácil o controle de fronteiras. Mas especialistas e a oposição dizem temer o contrário: a leitura e o posterior mau uso das impressões digitais por criminosos.

O ministro do Interior, Wolfgang Schäuble (CDU), defendeu a nova tecnologia e disse que ela impedirá as viagens com passaportes falsos ou com o documento de uma pessoa parecida com o portador. O plano do governo alemão é introduzir a nova tecnologia também nas carteiras de identidade em 2009.

Os chips foram introduzidos nos passaportes alemães em novembro de 2005, para armazenar a foto do portador. No ano que vem, eles deverão guardar também dados biométricos como a imagem da íris e informações genéticas.

Críticas da oposição

As impressões digitais – dos dois dedos indicadores – ficarão armazenadas apenas no passaporte e não irão para um banco de dados central. Segundo as autoridades alemãs, a leitura do chip poderá ser feita apenas por aparelhos fornecidos pelo Departamento Federal de Segurança Pública, o que garantiria que as informações não chegassem às mãos de criminosos.

Mas na cidade de Lübeck e no Centro de Proteção de Dados de Schleswig-Holstein já estão sendo vendidos estojos de alumínio para passaportes. O estojo, que custa 6 euros, teria por função impedir que hackers pudessem ler e copiar os dados à curta distância por ondas de rádio.

O responsável pela proteção de dados de Berlim, Alexander Dix, causou polêmica ao afirmar que até o presidente do serviço secreto alemão, Jörg Ziercke, protege seu passaporte com um estojo de alumínio. Um porta-voz do BKA classificou a declaração como infundada.

Para a deputada do Partido Liberal Gisela Piltz, especialista em assuntos de segurança interna, é apenas uma questão de tempo para que hackers obtenham domínio sobre o novo sistema. A deputada do Partido Verde Silke Stokar emitiu opinião semelhante: "O Estado não pode garantir a segurança dos dados".

Já o encarregado federal de Proteção de Dados, Peter Schaar, avaliou a nova tecnologia como desnecessária. De acordo com ele, os passaportes alemães são seguros desde a introdução do chip que armazena a foto do portador, em novembro de 2005. (as)

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