Chineses se esforçam para cumprir promessa de ″Jogos verdes″ | Leia notícias sobre o maior evento esportivo do planeta | DW | 01.08.2008
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Jogos Olímpicos

Chineses se esforçam para cumprir promessa de "Jogos verdes"

Principal desafio das autoridades chinesas é tornar o ar da metrópole Pequim adequado à prática de esportes durante os Jogos Olímpicos. Trânsito de automóveis e funcionamento das indústrias foram limitados.

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O smog e a poluição fazem parte do cotidiano dos chineses em Pequim

O smog e a poeira dominavam o céu de Pequim durante a inauguração da Vila Olímpica, no último dia 27 de julho, a duas semanas do início dos Jogos Olímpicos de 2008. A visibilidade era inferior a cem metros, o que fazia os ambientalistas suspeitarem que os chineses não conseguiriam cumprir a sua promessa de "Jogos verdes".

Para as autoridades chinesas, a culpa era da neblina e das más condições do tempo. "Não importa o país, a visibilidade é sempre ruim quando há neblina", disse Du Shaozhong, vice-diretor do Escritório de Proteção Ambiental de Pequim. "Podemos garantir que a qualidade do ar durante as competições esportivas será satisfatória."

Ao lado dos conflitos no Tibete, a poluição do ar de Pequim é o grande problema das autoridades chinesas nas semanas que antecedem os Jogos Olímpicos. E isso apesar de elas terem investido 17 bilhões de dólares em medidas de proteção ambiental nos últimos anos. Mesmo assim, Pequim continua sendo uma das cidades mais poluídas do mundo.

Limites ao trânsito e à indústria

Smog in Peking

Banners dos Jogos Olímpicos à frente, poluição ao fundo

"Pequim é um caldeirão. No norte, no leste e no oeste há morros. Temos aqui uma situação geográfica e climática inadequada", avalia o especialista em energia Xu Zhijong, que trabalha para a Cooperação Técnica Alemã (GTZ).

Mas a localização da cidade não é a principal responsável pela poluição. Há 3,3 milhões de automóveis em Pequim e cada dia mil novos carros são incorporados ao trânsito da metrópole de 17 milhões de habitantes. Para diminuir a emissão de gases pelos escapamentos, o governo da cidade instituiu no último dia 20 de julho um sistema de rodízio baseado nas placas dos veículos. Além disso, há quatro novas linhas de metrô disponíveis.

Também a indústria teve que fazer a sua parte para melhorar o ar que se respira em Pequim. Algumas fábricas tiveram que reduzir suas emissões de gases em 30%, mesmo que isso significasse parar a produção. Outras tiveram que suspender totalmente suas atividades e voltarão a operar somente após o final dos Jogos.

Sydney e Atenas

Aussicht auf das Olympiastadion am 08.07.2008

Poluição sobre o Estádio Nacional de Pequim

A organização ambientalista Greenpeace elogiou algumas das medidas adotadas pelos chineses. "Pequim deu um grande salto no aspecto proteção ambiental", afirmou o porta-voz Lo Sze Ping. Para ele, devem ser destacados o crescente uso de energias renováveis, as novas linhas de metrô e as melhorias na coleta de lixo.

Já no aspecto qualidade do ar, a avaliação do Greenpeace não é positiva. Os limites à circulação de automóveis e ao funcionamento das indústrias não trarão benefícios a longo prazo. Segundo a organização, a presença de partículas de poeira no ar da metrópole não diminuiu desde agosto de 2007. A principal culpada, segundo os ambientalistas, é a indústria.

Na comparação com Sydney e Atenas, que sediaram os Jogos de 2000 e 2004, os esforços ambientais de Pequim ocupam um meio termo. Segundo o Greenpeace, os chineses estão melhores que os gregos, mas piores que os australianos. De uma forma ou de outra, na avaliação da organização ambientalista nenhuma das três cidades merece o selo de "Jogos verdes".