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Economia

China tenta copiar tecnologia alemã de trens de alta velocidade

O consórcio alemão Transrapid ainda está negociando condições para expandir uma conexão ferroviária de levitação magnética na China. Mas cidades no país asiático já tentam produzir primeiro um sistema similar.

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Angela Merkel visitou o Transrapid, em Xangai

Notícias de que a China está construindo seu primeiro sistema ferroviário de levitação magnética estão circulando na mídia há meses. Um artigo publicado esta semana no jornal China Daily afirma que a cidade portuária de Dailan planeja a construção de uma linha de teste ainda este ano.

"Linhas como esta estão sendo construídas em grande número na China", afirma Petra Aldenrath, correspondente em Pequim para a cadeia alemã de emissoras públicas ARD. "Eles são apenas pequenos trechos de testes até agora e os trens não podem ser comparados ao Transrapid, do consórcio Siemens-ThyssenKrupp".

Notícia do China Business Daily confirmou que o Transrapid alemão era superior que o competidor chinês. A publicação comparou cinco modelos do sistema alemão desenvolvidos na China. "A imprensa mistura verdade e ficção. Nenhum dos modelos desenvolvidos na China está pronto para uso", diz o jornal, citando um especialista.

Tecnologia chinesa é ilusória

O único sistema comercial de trem magnético do mundo interliga o distrito financeiro de Xangai ao aeroporto Pudong. Ao invés de componentes mecânicos como rodas e trilhos, o sistema Transrapid se utiliza da eletrônica: sistemas de levitação eletromagnética, direção e propulsão. Com uma velocidade de operação de 430 km/h, viaja o trecho de 30 quilômetros em oito minutos.

Der neue Transrapid verkehrt ab morgen in Shanghai

Em Xangai, trem precisa apenas 8 minutos para percorrer 30 quilômetros

Os núcleos tecnológicos que têm sido desenvolvidos na China se baseiam em mecanismos magnéticos, os quais movimentam os trens em uma linha de trilhos de três quilômetros para serem construídos em zonas de cidades em desenvolvimento. A explicação é de Li Lingqun, engenheiro-chefe da equipe responsável pelo trem em Dailan. Sistema que, segundo ele, não será igualmente caro.

"Combinando com os abundantes recursos de materiais magnéticos permanentes na China, nossa tecnologia será cerca de 50% mais barata que a de outros países", salientou, porém, Li. O trem alcançaria 220 km/h.

Mas a tecnologia baseada neste tipo de mecanismo é, de longe, menos complicada que a do Transrapid, de acordo com Aldenrath. "É ilusório pensar que você pode ir a 220 km/h em apenas três quilômetros de trilhos", criticou o porta-voz da Transrapid, Peter Wiegelmann. "Você precisaria de propulsão de foguete para isso".

China quer tecnologia em troca de contrato

A China está planejando uma extensão de sua conexão de Xangai para a cidade de Hangzhou, a 180 quilômetros.

No início deste ano, a Alemanha rejeitou as exigências da China por acesso à sensível tecnologia do trem magnético, em troca de um acesso ferroviário de alta tecnologia no valor de 3,3 bilhões de euros. Autoridades chinesas haviam aprovado tal construção para o mês de março. Mas as negociações estão diminuindo de ritmo, uma vez que Pequim está procurando por significativa tecnologia de transferência e financiamento como preço da admissão.

"Estamos otimistas que nosso Transrapid será empregado neste trecho", disse Wiegelmann. A Alemanha ofereceu 10% de um orçamento de 1 billhão de dólares para o trecho de acesso ao aeroporto de Xangai.

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