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Economia

China reduz meta de crescimento para 7%

Na sessão anual do Congresso Nacional do Povo, premiê ressalta "pressão" sobre economia e reconhece que "modelo de crescimento continua ineficiente". Recuo da meta vem após menor expansão econômica em 24 anos.

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Premiê chinês, Li Keqiang

A China anunciou nesta quinta-feira (05/03) uma meta de crescimento econômico de "cerca de 7%" para este ano. A redução vem após a economia do país ter crescido 7,4% em 2014, expansão que ficou abaixo da meta de 7,5% e foi a menor registrada em 24 anos.

A redução da meta de crescimento, anunciada pelo primeiro-ministro Li Keqiang, era esperada pela maioria dos economistas, refletindo a desaceleração do gigante asiático.

A China também revisou para baixo a meta de inflação anual, para "cerca de 3%", disse Li em seu "relatório de trabalho" na abertura da sessão anual do Congresso Nacional do Povo (CNP), principal órgão legislativo chinês.

O premiê prometeu lutar contra a corrupção e a poluição, além de sublinhar a necessidade de reformas mais rígidas para colocar a economia numa base sustentável após três décadas de vertiginoso crescimento.

"A pressão sobre a economia chinesa está se intensificando", declarou Li aos cerca de 3 mil deputados presentes no Grande Salão do Povo, em frente à Praça da Paz Celestial, em Pequim. Li, de 60 anos, é o "número 2" da hierarquia chinesa, depois do secretário-geral do Partido Comunista e presidente da República, Xi Jinping.

O premiê prometeu um papel mais importante para as empresas privadas, que deverão se abrir ainda mais através da redução pela metade do número de indústrias com restrição ao investimento estrangeiro.

Com os líderes do Partido Comunista preocupados com a estabilidade social, Li afirmou que a China pretende criar mais de 10 milhões de novos postos de trabalho em 2015 e que o país asseguraria que a taxa de desemprego não vai ultrapassar os 4,5%. O país criou 13,22 milhões de empregos em 2014, destacou o primeiro-ministro.

Li preconizou também um crescimento de cerca de 6% do comércio exterior do país. O relatório do primeiro-ministro, de 39 páginas, destaca ainda um corte de 4,8% na intensidade da energia consumida na China ("a maior redução dos últimos anos"), um aumento de 8% na renda da população e uma diminuição de 12,32 milhões no número de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza.

Entretanto, o premiê também reconheceu que "o modelo de crescimento econômico da China continua ineficiente" e que "a sua capacidade de inovação é insuficiente", apesar de as despesas com pesquisa e desenvolvimento representarem mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

CA/lusa/afp/rtr

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