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Mundo

China recebe apoio da Apec para zona de livre-comércio

Cúpula do fórum Ásia-Pacífico é marcada por avanços em acordo que reduziria barreiras para o comércio entre 21 países, responsáveis por quase 60% do PIB global. Reunião serviu também para aproximar Washington e Moscou.

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Shinzo Abe (esq.) e Xi Jinping: gesto de reconcliliação em Pequim

Os países integrantes do fórum Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que inclui China e Estados Unidos, avançaram nesta terça-feira (11/11) na formação de uma zona de livre-comércio na região.

No encerramento da cúpula de dois dias, os chefes de Estado e governo reunidos em Pequim concordaram quanto ao estabelecimento de um cronograma para a futura Área de Livre-Comércio da Ásia-Pacífico (Alcap), proposta pela China.

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a zona de livre-comércio será implementada passo a passo e em consenso entre seus membros, embora enfatizando a necessidade de que as conversações transcorram rapidamente. O também chefe do Partido Comunista da China falou de uma visão que se tornará realidade: "Esta decisão entrará para os livros de história".

Até então, discordâncias entre Pequim e Washington vinham atravancando as conversações entre os 21 Estados-membros da Apec. Na qualidade de maiores economias do mundo, China e Estados Unidos disputam a liderança na região do Oceano Pacífico.

Os americanos mostravam-se céticos em relação a uma zona de livre-comércio por já estarem negociando uma Parceria Transpacífica (TPP) com 11 outros países – excluída a China. Conforme declarou o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, durante a cúpula, "as negociações sobre a TPP entraram na fase final".

Além disso, chineses e americanos alcançaram um consenso pela redução das taxas alfandegárias sobre produtos tecnológicos. Segundo a Casa Branca, à margem da conferência de cúpula, ambos os países acertaram a ampliação do Acordo de Tecnologia de Informação (ITA), da Organização Mundial de Comércio (OMC), para liberar de taxar cerca de 200 novos produtos.

Fundada em 1989, a Apec representa 40% da população do planeta e 57% do PIB global. Seus 21 integrantes são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Coreia do Sul, EUA, Filipinas, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Peru, Rússia, Cingapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã.

China Russland Putin mit der Frau des chinesischen Präsidenten

Chefes de Estado e governo na cúpula da Apec. Nos extremos, Obama e Putin

Aproximações nos bastidores

O presidente dos EUA, Barack Obama, aproveitou a cúpula para se reunir com seu homólogo russo, Vladimir Putin. Foram realizadas três conversas de 15 a 20 minutos, comunicou uma porta-voz do Conselho de Segurança Nacional americano, sem dar detalhes sobre seu conteúdo.

Este foi o primeiro encontro entre os dois líderes desde as celebrações do Dia D na Normandia, no início de junho. As relações bilaterais se encontram fortemente abaladas pela participação do Kremlin nos conflitos separatistas no leste ucraniano.

Há poucos dias, ambos os países concordaram quanto a um intercâmbio de informações sobre a situação no leste da Ucrânia. Ao mesmo tempo, o secretário de Estado John Kerry reforçou em Pequim que seu país poderá agravar as sanções contra Moscou a qualquer momento.

Uma cena no dia da abertura da cúpula da Apec, relatada por jornalistas internacionais, ilustra bem o atual clima entre Obama e Putin. Ambos entraram na sala de negociações com expressão séria, ladeando o presidente Xi.

O chefe do Kremlin comentou em inglês, na direção do americano: "Bonito aqui, não é?"; a que Obama respondeu friamente: "É". Por fim, ao acompanharem Xi até a mesa, Putin bateu no ombro de Obama, que mal reagiu.

Nesta segunda-feira, ocorreu também uma aproximação entre Tóquio e Pequim, há dois anos em crise diplomática devido à disputa em torno das ilhas Diaoyu (nome chinês) ou Senkaku (japonês). Pela primeira vez Xi recebeu o premiê Shinzo Abe, que considerou este "um enorme passo para a distensão das relações entre os dois países".

O degelo será aprofundado nos próximos meses através de conversas de alto nível, e no próximo ano Xi será recebido no Japão, prosseguiu o chefe de governo japonês. Segundo ele, seu país e a China "têm, ambos, uma grande responsabilidade pela região e pelo mundo".

AV/rtr/dpa

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