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Mundo

China promete aos EUA mediar diálogo com Coreia do Norte

Considerado um dos principais aliados dos norte-coreanos, Pequim defende que tensão causada por ameaças de guerra seja resolvida de maneira pacífica. Porém EUA e China exigem desarmamento nuclear da Coreia do Norte.

Após encontro neste sábado (13/04) em Pequim, o secretário norte-americano de Estado, John Kerry, e o conselheiro de Estado chinês, Yang Jiechi, declararam que a península coreana precisa ficar livre de armas nucleares. Eles garantiram que seus países acompanharão de perto a delicada situação na Coreia do Norte, que vem fazendo ameaças de guerra nuclear contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Para Jiechi, é melhor que a tensão seja resolvida "de maneira pacífica, por meio do diálogo" do que por meio do confronto. Ele garantiu que a China vai trabalhar em conjunto com os EUA, o Japão e a Coreia do Sul a fim de desempenhar "um papel construtivo" nas discussões internacionais sobre a Coreia do Norte.

Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, o ministro chinês do Exterior, Wang Yi, também apelou pela paz, pelo diálogo e pelo fim das armas nucleares na península coreana. O canal de televisão estatal informou que o primeiro-ministro Li Kegiang disse que o aumento da tensão entre os países vizinhos não era do interesse de ninguém.

John Kerry USA in China mit Yang Jiechi China Peking

Yang Jeichi declarou que península coreana precisa ficar livre de armas nucleares

Pressão diplomática

O secretário norte-americano quer que o governo em Pequim tenha uma posição mais firme frente ao regime de Kim Jong-Un. Ele defende que, como um dos principais parceiros comerciais e aliados diplomáticos da Coreia do Norte, a China pode usar seu poder sobre o empobrecido e isolado país.

"Senhor Presidente, este é obviamente um período crítico com algumas questões muito desafiadoras; questões envolvendo a península coreana, o desafio do Irã e armas nucleares, a Síria e o Oriente Médio, a necessidade de impulsionar as economias globais", disse Kerry ao presidente chinês Xi Jiping, no Grande Salão do Povo, edifício parlamentar da China.

Pequim vem apoiando o governo em Pyongyang desde a Guerra das Coreias (1950-53) e pode exercer poder e influência sobre a isolada ilha comunista graças à ajuda essencial concedida ao país, incluindo praticamente toda a importação de energia da Coreia do Norte. No entanto, analistas acreditam que a China vê com cautela uma maior pressão sobre o país vizinho, uma vez que isso poderia atrair ondas de migrantes famintos para a China e acabar resultando numa Coreia reunificada, aliada dos EUA.

Giro pela Ásia

Na sexta-feira, ainda em Seul, Kerry alertou a Coreia do Norte de que o teste com o míssil de médio alcance seria "um grande erro", e que o país comunista "não será aceito como potência nuclear".

Kerry desembarcou na China neste sábado, após passar pela Coreia do Sul, num giro pelo leste asiático. No domingo ele irá a Tóquio. As visitas têm como objetivo tentar pressionar Pyongyang a recuar nas ameaças de guerra nuclear na região, feitas desde que a ONU anunciou sanções econômicas ao país como reação ao terceiro teste nuclear norte-coreano, em fevereiro passado.

Esta é a primeira viagem de Kerry à região, desde que assumiu o cargo, em janeiro deste ano. A diplomacia chinesa mantinha uma relação reticente com sua antecessora, Hillary Clinton, por considerá-la demasiado contundente nas discordâncias em vários assuntos, de direitos humanos a disputas territoriais.

MSB/rtr/dpa/ap

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