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Mundo

China prende 11 pessoas por explosões em Tianjin

Membros da administração local e executivos são acusados de serem responsáveis pelo acidente que deixou ao menos 139 mortos. Há indícios de pagamento de suborno para que fiscais ignorassem normas de segurança.

As autoridades chinesas anunciaram nesta quinta-feira (27/08) a detenção de 11 pessoas supostamente envolvidas nas violentas explosões que sacudiram o porto da cidade de Tianjin, há duas semanas, causando a morte de pelo menos 139 pessoas, no pior acidente industrial dos últimos anos no país.

Entre os 11 suspeitos estão membros da administração pública local e vários diretores da empresa Tianjin International Ruihai Logistics, incluindo o presidente, Yu Xuewei, o vice-presidente, Dong Shexuan, e três diretores-gerais adjuntos, informou a agência de notícias oficial Xinhua, citando o Ministério da Segurança Pública.

O foco da investigação é saber como a companhia teve permissão para manipular cianeto de sódio e outros produtos químicos perigosos, apesar de estar localizada dentro de uma área estabelecida por lei como zona de segurança, próxima de residências e estradas. Os peritos também descobriram que o armazém continha muito mais químicos do que a empresa tinha capacidade de lidar e violou diversas normas sobre operações com produtos químicos.

Além disso, a investigação encontrou indícios de que fiscais do distrito portuário de Tianjin receberam suborno desta e de outras empresas para ignorar violações das normas de segurança.

O mais recente balanço oficial das explosões, divulgado na quarta-feira, é de 139 mortos, dos quais 84 bombeiros, oito policiais e 47 civis, sendo que 34 pessoas continuam desaparecidas. Dos mais de 700 feridos no acidente, 527 continuam hospitalizados, 34 em estado grave.

A tragédia ocorreu num terminal de contêineres do maior porto do norte da China, onde se estavam armazenadas cerca de 3 mil toneladas de produtos perigosos, incluindo 700 toneladas de cianeto de sódio, substância altamente tóxica.

O incidente provocou medo de contaminação do ar e da água de Tianjin, cidade com cerca de 15 milhões de habitantes. Amostras de água recolhidas na zona da explosão chegaram a apresentar um nível de cianeto de sódio 356 vezes superior ao permitido.

MD/afp/rtr/dpa/lusa

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