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Alemanha

China e Alemanha deixam sucesso do mundial chamuscado

Seleção chinesa acusada de facilitar derrota e eliminação das anfitriãs adia boom do vôlei na Alemanha. Mas organizadores contabilizam elogios, arrecadação acima do esperado e avanço na popularização do esporte.

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China "escolheu" Brasil como adversário e venceu

O Campeonato Mundial de Vôlei Feminino termina neste domingo, mas os organizadores já comemoram seus resultados e efeitos. Até as quartas-de-final, as partidas já haviam atraído cerca de 243 mil espectadores. Nem mesmo a eliminação da Alemanha reduziu a presença nas arquibancadas. A previsão é de que a cifra chegue a 300 mil nos últimos dias de competições. Os ingressos para o domingo estão todos esgotados.

O presidente da Federação Alemã de Vôlei (DVV) e da comissão organizadora do mundial, Werner von Moltke, comemora. "Financeiramente, a federação sairá com saldo zero. Mas o interesse do público ficou acima do esperado e as cidades arrecadaram mais do que o planejado. Esportivamente, mostramos que o vôlei é bem recebido na Alemanha."

Irritação com tevês – Segundo von Moltke, a federação internacional FIVB elogiou "a perfeita organização" nas oito cidades-sede do mundial, quase improvisada em menos de dois anos, após a desistência do Brasil de promover o evento. "Eles disseram que não dá para esconder o sucesso de um torneio com 300 mil espectadores", festeja o cartola alemão.

O mundial custou 6,5 milhões de euros aos organizadores. Deste orçamento, 600 mil euros foram investidos na criação de infra-estrutura para televisionamento das partidas, mas – até as quartas-de-final – nenhuma foi exibida ao vivo. As tevês optaram por transmitir compactos de madrugada, o que deixou von Moltke irritado.

Time da casa decepcionou – No entanto, a grande decepção da DVV ficou com sua equipe. "O mau desempenho terá conseqüências", avisa von Moltke, que não afasta a hipótese de dispensar o treinador sul-coreano Hee Wan Lee. De acordo com o presidente da federação, falta entretanto dinheiro para rescindir o contrato (válido até 2005) e chamar um substituto.

Para quem tinha a meta mínima do oitavo lugar, a eliminação da Seleção Alemã na segunda fase e a conseqüente décima colocação soou como desastre e praticamente apagou da memória dos dirigentes os êxitos obtidos por Lee anteriormente, como o terceiro lugar no último Grand Prix, na Ásia, e o sexto na Olimpíada de Sydney. Grandes resultados para um país sem tradição neste esporte.

Rumo à popularização do vôlei – "Não será desta vez que teremos nosso boom no voleibol. Para isto, as meninas tinham de ter ganho uma medalha. Mas ganhamos fôlego", considera von Moltke, que espera atrair mais competições internacionais para o país, a fim de popularizar o esporte. Suas próximas metas: sediar o mundial de vôlei de praia de 2005 e o pré-olímpico de vôlei de quadra para Atenas. A FIVB ainda não confirmou nenhum dos dois torneios.

Para viabilizar seus planos de popularização, von Moltke não conta somente com o "fôlego" conquistado junto ao público, mas principalmente eventuais parceiros. "Com o mundial, fizemos muitos amigos novos e talvez tenhamos achado patrocinadores", observa otimista o dirigente. Para estimular a formação de talentos, ele sonha em fortalecer duas equipes da primeira divisão do vôlei alemão. Algumas prefeituras já teriam demonstrado interesse em financiar clubes.

China escolhe adversários – A única crítica (quase) unânime dos participantes do mundial à competição atinge a seleção da China, acusada de disputar o torneio de forma calculista. Tanto na última partida da primeira como da segunda fase, as chinesas foram derrotadas por 3 sets a 0 (para Grécia e Coréia do Sul). Bulgária, Holanda e Brasil acusam as vice-campeã mundiais de perderem de propósito, "escolhendo" seu próximo adversário, uma vez que a classificação em si já estava garantida.

"Não sei se na China existe a expressão fair play", cutuca Marco Motta, treinador da Seleção Brasileira, derrotada pelas chinesas nas quartas-de-finais. Não tivessem perdido para a Bulgária no fim da segunda fase, esta teria sido a adversária das brasileiras, enquanto as vice-campeãs teriam que ter enfrentado a Rússia.

O técnico chinês não se abala. Zhonghe Chen alega que quis aproveitar as oportunidades para escalar as jogadoras mais novas, a fim de ganharem experiência para os Jogos Olímpicos de 2004. "Estas derrotas não tinham importância para nós. Já estávamos classificados. Queríamos terminar entre os quatro primeiros, independente da forma e do que os outros digam", justificou Chen, após atingir sua meta mínima com a vitória sobre o Brasil nas quartas-de-finais.

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