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Mundo

China e Índia prometem superar disputas territoriais nas fronteiras

Em Nova Déli, primeiro-ministro chinês diz que os dois países mais populosos do mundo precisam evitar tais desgastes para se tornarem motores da economia global. Acordos econômicos vão expandir comércio bilateral em 50%.

Os governos da Índia e da China concordaram em buscar uma solução pacífica para resolver uma questão que se arrasta há cinco décadas: a disputa por território em suas fronteiras. A declaração foi dada nesta segunda-feira (20/05) durante a visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, à Índia.

Segundo os dois países, enviados especiais de ambas as partes continuarão as negociações iniciadas agora "na busca por um acordo baseado em uma divisão justa, razoável e mutuamente aceitável", afirmou o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, logo após encontro com o colega chinês em Nova Déli.

O chefe do governo chinês destacou ainda que os dois países alcançaram um "consenso estratégico e aprofundaram uma confiança estratégica". "Ambos os lados concordam que precisamos melhorar os vários mecanismos relacionados às fronteiras e torná-los eficientes", declarou.

A visita de Li à Índia – a primeira viagem internacional do líder chinês desde que tomou posse, em março passado – ocorre duas semanas após 20 dias de tensão vividos entre soldados chineses e indianos em Ladakh, região de fronteira no extremo norte da Índia. Os indianos acusaram as tropas chinesas de terem avançado 19 quilômetros no seu território.

A disputa pelos limites territoriais – que envolvem grandes áreas em torno dos 4 mil quilômetros de fronteiras – é um legado da sangrenta guerra 1962 entre os países vizinhos. A Índia questiona o controle de Pequim sobre uma área de 43 mil quilômetros de terra improdutiva na Caxemira. Já a China disputa 90 mil quilômetros quadrados no estado de Arunachal Pradesh, nordeste da Índia, que afirma ser parte do sul do Tibet.

Li Keqiang Ministerpräsident China zu Besuch bei Manmohan Singh Premierminister Indien

Primeiro-ministro chinês é recebido no palácio presidencial Rashtrapati Bhavan, em Nova Déli

Cooperação econômica

Li Keqiang e Manmohan Singh ainda assinaram oito acordos para ampliar os laços econômicos e de cooperação entre seus dois países. A meta acertada visa alcançar 100 bilhões de dólares em negócios bilaterais até 2015, mais de 50% que os atuais 66 bilhões de dólares. Eles também concordaram em reverter um déficit comercial para a Índia de 29 bilhões de dólares especialmente nas áreas de tecnologia de informação, farmacêutica e agricultura.

A China está entre os principais parceiros econômicos da Índia. Segundo o primeiro-ministro chinês, a decisão pela Índia como primeiro país a visitar após sua posse indica "a grande importância que Pequim atribui às relações entre os dois países".

Li disse ainda que os dois países mais populosos do mundo – juntos eles abrigam 40% da população mundial – podem se tornar um novo motor para a economia global se evitarem tais desgastes. Além de influência regional, China e Índia disputam também fontes de energia para promover suas economias em crescimento.

Programação internacional continua

Durante sua visita de três dias à Índia, Li vai se encontrar ainda com a presidente do partido no comando do Parlamento, Sonia Gandhi, e também com o líder do Partido do Povo Indiano (Bharatiya Janata), de oposição. Ele ainda vai a Mumbai, onde terá reuniões com empresários e discutirá acordos comerciais.

De lá, na quarta-feira, o primeiro-ministro chinês irá ao Paquistão e, em seguida, à Suíça. No próximo domingo ele vai a Berlim, onde será recebido pela chanceler federal alemã, Angela Merkel.

MSB/dpa/rtr/afp
Revisão: Roselaine Wandscheer

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