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Mundo

China condena ex-dirigente comunista à prisão perpétua por corrupção

Pivô de um dos maiores escândalos do país, Zhou Yongkang é o mais alto dirigente a ser condenado por corrupção desde que o Partido Comunista assumiu o poder.

A Justiça chinesa condenou nesta quinta-feira (11/06) o ex-chefe de segurança interna Zhou Yongkang, de 72 anos, à prisão perpétua por suborno, vazamento de dados secretos e abuso de poder. Zhou era um dos líderes do Partido Comunista antes de sua expulsão, em 2014, após ser o pivô de um dos maiores escândalos de corrupção dos últimos 70 anos no país.

O tribunal de Tianjin também cassou os direitos políticos de Zhou e determinou que todos os seus bens fossem confiscados. Segundo a sentença judicial, o acusado tirou vantagens sobre sua posição, buscando sempre lucros, inclusive recebendo subornos de cerca de 130 milhões de yuans (mais de 60 milhões de reais).

Zhou foi preso em 2014, mas só foi acusado formalmente em abril deste ano e julgado em maio. De acordo com a imprensa local, ele admitiu sua culpa e resolveu não apelar do veredicto. A condenação reforça a promessa do presidente chinês, Xi Jinping, de combater a corrupção no alto escalão do governo.

"Eu reconheço o fato de ter desrespeitado a lei, o que causou grandes perdas para o partido. Eu novamente admito minha culpa e estou penitente", afirmou Zhou. Os crimes dos quais ele foi acusado ocorreram ao longo de décadas.

Ao ordenar a investigação contra o político, o presidente rompeu com uma regra não escrita, segundo ao qual membros do Comitê Permanente do Politburo não seriam submetidos a esse tipo de situação após a aposentadoria. Zhou é o primeiro dirigente do mais alto escalão a ser condenado por corrupção no país desde que o Partido Comunista assumiu o poder, em 1949.

CN/rtr/afp/dpa

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