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Mundo

China amplia ação militar para "proteção em mar aberto"

Nova estratégia sugere que Pequim elevará sua presença no Mar da China Meridional, onde disputa territórios com outros países da região, e é divulgada em meio a tensões com os EUA por causa de aterros nas Ilhas Spratly.

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Dragas chinesas em ação no Recife de Fiery Cross, no arquipélago das Ilhas Spratly

A China divulgou nesta terça-feira (26/05) que vai adotar uma estratégia militar mais ofensiva, incluindo uma maior ênfase à "proteção em mar aberto" em vez, somente, da "defesa de águas territoriais". "Não atacaremos se não formos atacados, e contra-atacaremos, com certeza, se formos atacados", afirma o documento do governo chinês, divulgado em Pequim, e que atualiza as normas de 2004.

O documento acusa países vizinhos de "ações provocativas" e de se "reforçar sua presença em recifes e ilhas chinesas por eles ilegalmente ocupados". Em resposta, a Marinha do Exército de Libertação Popular vai "gradualmente mudar seu foco da 'defesa de águas territoriais' para uma combinação de 'defesa de águas territoriais' e 'proteção em mar aberto'".

As afirmações sugerem que a China vai ampliar sua presença no Mar da China Meridional, onde disputa territórios com outros países da região, como o Vietnã e as Filipinas.

O governo da China também anunciou que a Força Aérea do país almejará "mudar seu foco da defesa aérea territorial para tanto defesa quanto ataque", afirmando ainda que o Exército vai aumentar a sua mobilidade global e que forças de artilharia vão reforçar sua capacidade de lançar "ataques de precisão de médio e longo alcance."

Ilhas artificiais

O documento foi apresentado num momento de tensão entre Pequim e Washington por causa de projetos chineses de extensão territorial por meio de aterros nas Ilhas Spratly, no Mar da China Meridional. O arquipélago é, há muito tempo, objeto de disputa territorial. A sua posse é reclamada não somente pela China, mas também por Filipinas, Vietnã, Malásia, Taiwan e Brunei.

Um porta-voz do Ministério da Defesa da China rejeitou a crítica americana sobre os aterros no Mar da China Meridional, afirmando que eles seriam comparáveis à construção de casas ou estradas no continente. "Do ponto de vista da soberania, não há absolutamente nenhuma diferença", afirmou.

Os Estados Unidos acusam a China de aterrar uma área de 800 hectares que pode servir como pista de decolagem e pouso de aviões. Nesta terça-feira, a imprensa chinesa noticiou que o governo construirá dois faróis nas ilhas.

Na sexta-feira passada houve um incidente envolvendo um avião de reconhecimento dos EUA, que se encontrava nas proximidades das Ilhas Spratly e foi "desviado", segundo informações chinesas. A tripulação da aeronave americana enfatizou que se encontrava em "espaço aéreo internacional", mas o governo chinês afirmou que se tratava de uma ação "altamente irresponsável e perigosa" e advertiu sobre possíveis "incidentes indesejáveis".

A China vem ampliando há décadas os seus gastos anuais com o Exército, que é o maior do mundo em número de soldados. O esforço armamentista chinês vem alarmando os países vizinhos.

CA/afp/rtr/ap

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