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Economia

China abre zona de livre comércio em Xangai

Considerada uma das reformas de maior peso das últimas décadas, a nova área servirá como teste para aberturas a serem implementadas no país. China é a segunda maior economia do mundo.

A China abriu neste domingo (29/09) em Xangai, capital financeira do país, uma nova zona de livre comércio, que já está sendo considerada uma das iniciativas reformistas de maior peso das últimas décadas.

O governo também deu novos detalhes dos planos para liberalizar regulamentações sobre as finanças estatais, investimentos e comércio na nova área. A maioria das iniciativas será introduzida dentro dos próximos três anos.

A zona de livre comércio cobre uma área de cerca de 29 quilômetros quadrados, localizada no leste de Xangai. De acordo com a agência estatal de notícias Xinhua, a zona em Xangai entrou em operação como uma plataforma de teste para que os dirigentes chineses avaliem reformas orientadas para o mercado nacional, que impulsionem o vigor econômico do país.

"[A criação da zona] segue a tendência do desenvolvimento econômico global e reflete uma estratégia mais ativa de abertura", declarou o ministro chinês do Comércio, Gao Hucheng, citado pela Xinhua.

Abertura internacional

Na última sexta-feira, o Conselho de Estado da China anunciara a intenção de iria abrir para a competição internacional seu setor de serviços, largamente protegido, usando como área de testes para mudanças financeiras ousadas.

Além da livre conversão da moeda chinesa, o yuan, a zona de Xangai também testará taxas de juros determinadas pelo mercado – o que é visto por analistas como uma reforma fundamental para reestruturar a economia da China, a segunda maior do mundo, colocando-a numa rota mais sustentável de crescimento.

Haverá menos restrições dentro da zona de livre comércio para investimentos estrangeiros, que serão estimulados em 18 setores de serviços, indo de finanças a transportes e serviços culturais.

Até agora, receberam aprovação para começar operações na zona, em setores variados, um total de 25 empresas chinesas e estrangeiras, além de 11 instituições financeiras, incluindo o Citibank e o DBS, de Cingapura.

MSB/rtr/ap/lusa

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