1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

China abre caminho para nova geração de líderes

Partido Comunista encerra congresso mais importante da última década com a renovação de seu comitê central, em processo que culminará na substituição do presidente e do primeiro-ministro por políticos mais jovens.

Após uma semana de extensos discursos, propaganda e tentativas de mostrar unidade, o Partido Comunista encerrou nesta quarta-feira (14/11), em Pequim, o evento político mais importante da última década na China. Em uma votação tida como mera formalidade num regime de cartas marcadas, os delegados do partido defininiram a nova composição de seu comitê central e abriram caminho para que uma nova geração de líderes tome posse.

Nesta quinta-feira, os 200 integrantes do Comitê Central do PC vão se reunir para definir os 25 membros do Politburo e, logo em seguida, a formação da chamada Comissão Permanente do Politburo, órgão máximo de poder na China, integrado por um seleto grupo de nove políticos. O processo de renovação deve ser concluído em março, quando espera-se que o atual vice-presidente, Xi Jinping, assuma a presidência e a secretaria-geral do partido em substituição a Hu Jintao.

"Anuncio que o 18° Congresso do Partido Comunista Chinês chegou a um fim vitorioso", disse Hu, de 69 anos e no poder há uma década, ao fim da reunião quinquenal. Num gesto protocolar, ele aproveitou a reunião para anunciar sua renúncia à liderança do partido. "O congresso elegeu um novo comitê central e trocou os líderes antigos por outro mais novos", completou.

China neue Führungsduo Xi Jinping und Li Keqiang

Xi Jinping (esq.) e Li Keqiang devem comandar o país pela próxima década

A transição da quinta geração de líderes desde Mao Tsé-Tung acontece com o país imerso em uma série de desafios. Além da necessidade urgente de reformas políticas e econômicas, que permitam à segunda maior economia do mundo continuar crescendo, os novos dirigentes terão que lidar com a corrupção, relações cada vez mais tensas com os vizinhos asiáticos e com um crescente descontentamento de uma população hoje mais informada e mais disposta a protestar.

"A China enfrenta uma série de problemas, especialmente tarefas árduas em reformas e desenvolvimento", disse o já septuagenário primeiro-ministro Wen Jiabao, também há dez anos no cargo e que deve ser substituído por Li Keqiang, de 57 anos.

Mudança na Constituição

A expectativa é de que tanto Li Keqiang, como chefe de governo, quanto Xi Jinping, como chefe de Estado, fiquem dez anos no poder. Xi é visto como uma figura de consenso entre as duas alas mais fortes do Partido Comunista - uma liderada por Hu Jintao e outra pelos aliados do ex-presidente Jiang Zemin (1989-2002), de 86 anos.

Segundo analistas, apesar das diferenças políticas, as duas partes concordam sobre a necessidade de a economia chinesa diminuir a dependência das exportações e, ao mesmo tempo, manter pulso firme para controlar a dissidência interna. A ascensão de Xi já é esperada desde 2007, quando foi apontado para a Comissão Permanente do Politburo.

Nesta quarta-feira, os delegados do partido também aprovaram uma modificação da Constituição para que passe a incluir os conceitos de "desenvolvimento científico" e "progresso ecológico", duas ideias impulsionadas por Hu Jintao. Falta de mão de obra especializada e a degradação do meio ambiente num país de mais de 1,3 bilhão de habitantes estão, segundo especialistas, entre os principais desafios da economia chinesa.

RPR/dpa/afp
Revisão: Francis França

Leia mais