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América Latina

Chile discute o que fazer com dinheiro do cobre

Explosão da demanda na China eleva cotação do cobre a níveis históricos. Maior produtor do mundo, Chile discute o que fazer com receita adicional gerada pela venda do metal.

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Chuquicamata, principal mina estatal chilena

A culpa é da China. Em sua expansão desenfreada, o país asiático fez explodir a demanda e absorve toda matéria-prima necessária ao desenvolvimento. E o cobre é uma delas. Há três anos, a cotação do metal vermelho vem subindo sem parar, alcançando um preço médio superior a 300 centavos de dólar por libra. Se estes números animam um ou outro a arriscar a vida para roubar cabos de telefone, é fácil imaginar o que representam para o maior produtor de cobre do mundo – o Chile.

Mais 30% do cobre produzido no mundo vem do Chile, que responde por mais de 40% das exportações mundiais do metal. O bom negócio com o principal recurso do país levou o governo a reajustar suas contas e prever que, em 2006, terá um superávit acima de 5%.

A situação, no entanto, é complexa, porque o Chile não deixa de ser um país em desenvolvimento, com as carências próprias dessa situação. Há os quem defendem que se deve aproveitar o momento para dar uma resposta a problemas postergados. Outros são a favor da manutenção da rigorosa política orçamentária.

Orçamento rigoroso

Kupfermine Chile

Trem carregado de cobre: 'ouro vermelho'

Desde 2000, vigora no Chile a regra do "PIB potencial", definida por uma comissão de economistas. Uma vez fixado o valor do "potencial" Produto Interno Bruto (PIB), é estabelecida uma norma que impede o governo de gastar mais de 1% do PIB e o obriga a manter a sobriedade orçamentária mesmo em fases de boa conjuntura econômica.

Na prática, isso significa que o Executivo não está autorizado a gastar tudo o que o cobre lhe permitiria. O motivo, segundo os defensores da austeridade, é que o preço do cobre é uma variável externa e transitória. O Chile não aumentou sua renda por ter elevado sua produtividade e, sim, porque seu produto mais vendido vale mais.

"Muita gente questiona, por que o governo não triplica os gastos em saúde e investe mais em educação, se tem dinheiro. O que o Chile mais necessita é de investimentos em educação. Mas esses gastos não são somente para hoje e, sim, permanentes. Não se pode comprometer o futuro orçamento em função de uma situação momentânea, porque o preço do cobre pode baixar amanhã", opina Karen Welzel, economista e ex-funcionária da área de orçamentos do governo chileno.

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