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Estados Unidos

Chelsea Manning deixa a prisão

Depois de ter a pena comutada por Obama, militar que repassou informações secretas ao Wikileaks ganha liberdade. Ela cumpriu sete dos 35 anos de sentença.

Protesto na Califórnia, em 2015, pede a libertação de Chelsea Manning

Protesto na Califórnia, em 2015, pede a libertação de Chelsea Manning

A militar Chelsea Manning, condenada por repassar informações confidenciais do governo americano ao Wikileaks, deixou a prisão nesta quarta-feira (17/05). Ela cumpriu, na prisão militar de Fort Leavenworth, no Kansas, sete dos 35 anos previstos em sua sentença.

O ex-presidente Barack Obamacomutou a maior parte da pena de Manning nos seus últimos dias no cargo, em janeiro. Chelsea Manning, que nasceu Bradley Manning e trocou de sexo quando estava na cadeia, foi condenada em 2013 por roubo de informações e fraude em computadores, no âmbito da lei de espionagem. Ela escapou de acusação mais grave de ajudar o inimigo.

A advogada de Manning, Nancy Hollander, disse à emissora britânica BBC que a militar, de 29 anos, estava entusiasmada com a libertação, mas também ansiosa, uma vez que "vai finalmente poder viver como a mulher que é".

A soldado justificou o envio de centenas de milhares de documentos classificados à organização fundada por Julian Assange afirmando que queria suscitar um debate público sobre o papel militar e diplomático dos Estados Unidos. Mais tarde, contudo, pediu desculpa por "prejudicar os EUA" e disse ter acreditado erradamente que podia "mudar o mundo para melhor".

Manning obteve as informações confidenciais quando estava destacada no Iraque, como analista de informações do Exército americano.

Assange, que desde 2012 está refugiado na embaixada do Equador em Londres, disse que a libertação de Manning é "uma vitória épica" e que mal pode esperar para se encontrar com ela.

AS/dpa/ap/lusa

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