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Migração

Chefe de Departamento alemão de Migração renuncia

Em meio à crise migratória, Manfred Schmidt deixa presidência do Departamento Federal de Migração e Refugiados da Alemanha por "motivos pessoais". Órgão é criticado pela lentidão no processamento dos pedidos de asilo.

O presidente do Departamento Federal de Migração e Refugiados da Alemanha (Bamf), Manfred Schmidt, pediu desligamento do cargo alegando "motivos pessoais", informou nesta quinta-feira (17/09) o Ministério do Interior em Berlim. O Bamf vinha sendo criticado pela lentidão no processamento de pedidos de asilo no país.

Horst Seehofer, presidente da União Social Cristã (CSU) – tradicional aliado da União Democrata Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel – havia acusado o ministro do Interior, Thomas de Mazière, por falhas graves cometidas pelo Bamf no processamento dos pedidos de asilo. Seehofer afirmou que o órgão, submetido ao ministério, "agiu tarde demais e de modo inconsequente".

O presidente da CSU, que também é o governador do estado da Baviera, ressaltou que o Bamf acumula cerca de "250 mil pedidos de asilo não processados".

De Mazière lamentou a decisão de Schmidt, que estava no cargo desde 2010, afirmando que ele fez um "excelente trabalho" na atual crise migratória e destacou seu "comprometimento extraordinário" na presidência do Bamf.

Para lidar com a crise atual, o governo federal reforçou repetidas vezes nos últimos meses o número de funcionários do Bamf. Estão previstos mais reforços, que deverão incluir a utilização de pessoal das agências alfandegárias e de funcionários aposentados.

A organização humanitária de ajuda a refugiados Pro Asyl afirma que a culpa pela demora nos procedimentos de asilo não seria do Bamf, mas sim, do Ministério do Interior. A Pro Asyl também criticou os planos do governo de enrijecer as leis para requerentes de asilo.

Enquanto isso, o número de pessoas que entram na Alemanha através da Áustria voltou a aumentar. A Polícia Federal contabilizou um total de 9,1 mil travessias não autorizadas da fronteira nesta quarta-feira.

RC/afp/kna/dpa

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