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Economia

Chances da Eurocopa para economia portuguesa

A Eurocopa transformará Portugal no umbigo do mundo futebolístico, entre 12 de junho e 4 de julho de 2004. Com bons motivos, o país espera desse megaevento também importantes impulsos para seu desenvolvimento econômico.

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O novo estádio do Benfica em Lisboa

Portugal pertence à União Européia desde 1986. Após uma excelente fase na década de 80 e bom desenvolvimento em meados de 90, a economia portuguesa encontra-se numa fase de adaptação, desde o início de 2001. A influência negativa desta fase se faz sentir sobretudo no fraco crescimento econômico do país.

Os preparativos para a Eurocopa 2004 estão acompanhados por enormes expectativas quanto ao destino da economia do país. Ela deverá impulsionar sobretudo os setores de telecomunicações, tecnologia e informática. Como se trata do terceiro mais importante evento esportivo do mundo após as Olimpíadas e a Copa do Mundo, centenas de milhões de pessoas estarão assistindo ao evento pela televisão, em quase 200 países.

Chances para o turismo

Para Portugal, esta é uma oportunidade incomparável de difundir seu pontencial turístico no mundo. O principal interesse do país é, através da divulgação da Eurocopa, aumentar a longo prazo o afluxo de turistas de regiões economicamente fortes, como a Ásia e os Estados Unidos.

Segundo estudo encomendado pela Uefa, o país pode contar com um aumento de seus lucros com o turismo entre 179 e 354 milhões de euros, nos próximos anos. Isso implicará também a criação de 14 mil postos de trabalho, que por sua vez reverterão cerca de 200 milhões de euros para a economia.

Também se espera uma onda de modernização e desenvolvimento para a indústria, os produtos e as marcas locais. Em junho de 2003, a imprensa portuguesa calculava em cerca de 800 milhões de euros o total dos benefícios imediatos da Eurocopa, entre 2004 e 2009.

Primeiro os gastos

Mas a atual fase é naturalmente de gastos para Portugal, acima de tudo. Os custos com a modernização e construção dos dez estádios designados para o torneio – estimados em 426,4 milhões de euros – chegaram, na prática, a 553,6 milhões de euros.

Destes, o governo português arcou com 106,5 milhões de euros. Parte do investimento reverte para o setor nacional de construções, que assumiu 85% dos contratos e é, no momento, o menos produtivo.

Lisboa aprovou em outubro de 2003 uma verba de nove milhões de euros para a Eurocopa. Entretanto, somente a segurança dos jogos exigirá 9,5 milhões de euros. Essa soma se elevará proporcionalmente a um eventual agravamento da ameaça do terrorismo. Além disso, as medidas relativas à infra-estrutura em torno dos estádios custarão 79,4 milhões de euros e a ampliação das capacidades dos aeroportos, outros 10 milhões de euros.

Campeão sai ganhando na economia

A Alemanha é o segundo mais importante parceiro econômico de Portugal, depois da Espanha, e antes da França. Em 2003, a exportações alemãs para Portugal alcançaram 5,8 bilhões de euros, contra 4,2 bilhões de importações. As relações teuto-lusitanas também se apóiam fortemente nos setores de construções e turismo.

O governo português insiste nas vantagens de abrigar a Eurocopa. Contudo, numa enquete recente da TV portuguesa RTP, cerca da metade dos entrevistados declarou não acreditar que os investimentos valham a pena.

Alguns economistas compartilham o ceticismo do público. O professor Claude Jeanrenaud, da Universidade de Neuchâtel, na Suíça, declarou à DW-WORLD: "Durante a competição, é claro que haverá uma curta euforia, mas depois não sobrará muita coisa. Provavelmente o efeito a longo prazo será mínimo".

O quadro muda um pouco se a seleção portuguesa conseguir vencer a Eurocopa: "Naturalmente é difícil colocar a coisa em termos monetários. Mas uma vitória pode aumentar o ânimo das pessoas e ajudar a economia", especula Jeanrenaud.

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