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Mundo

Chanceler do Irã acusa EUA de unilateralidade

Ministro iraniano do Exterior exorta países amigos, em Berlim, a exigirem que os Estados Unidos se abstenham de ações unilaterais na luta contra o terrorismo.

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Chanceler iraniano, Kamal Charrasi, com o seu colega alemão, Joschka Fischer.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Kamal Charrasi, criticou a unilateralidade dos Estados Unidos, em sua visita à Alemanha. O "Eixo do Mal" mencionado pelo presidente americano George W. Bush é uma expressão da política unilateral americana e um pretexto para a nova doutrina do Pentágono, disse o chanceler iraniano, em Berlim, nesta quarta-feira (27), depois de conversar com o seu colega alemão Joschka Fischer. Charrasi exortou os aliados dos EUA a exigirem que os americanos se atenham aos acordos internacionais e à cooperação multilateral.

O chefe da diplomacia iraniana advertiu que uma política unilateral não pode ter serventia alguma e que o combate ao terrorismo deve ser feito no âmbito da ONU. Ele discutiu com o seu colega alemão sobre a situação no Afeganistão, a ameaça americana de ampliar a luta antiterror para o Iraque e também sobre o conflito no Oriente Médio.

Ao contrário dos EUA, a Alemanha tem boas relações com o Irã e apóia as reformas do presidente liberal Mohammad Katami. O ministro iraniano vem elogiando, nos últimos dias, as críticas de Fischer à retórica bélica do governo americano. O embaixador dos EUA em Berlim, Daniel Coats, considerou, enquanto isso, que um ataque militar contra o Iraque seria a última opção, se fracassarem todos os outros esforços no combate ao terrorismo.

O presidente Bush disse que o Irã, Iraque e Coréia do Norte formam o "Eixo do Mal" e admitiu uma ação militar contra o Iraque. Os EUA justificam sua ameaça com as informações de que dispõem dando conta que o país de Saddam Hussein possui armas de destruição em massa. O chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, e seus ministros da Defesa, Rudolf Scharping, e do Exterior, Fischer, já se pronunciaram totalmente contra, justificando que não há provas de envolvimento de Bagdá no terrorismo internacional.