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América Latina

Chávez se reelege na disputa mais acirrada de sua carreira

Líder venezuelano há 14 anos no poder reelegeu-se com dez pontos percentuais à frente do rival, Henrique Capriles. Líderes latino-americanos cumprimentaram Chávez, enquanto EUA acusam manipulação dos resultados.

Hugo Chávez foi reeleito à presidência da Venezuela neste domingo (07/10). Com 54,5% dos votos, contra 45% do adversário Henrique Capriles, o presidente acabou com as melhores chances da oposição de quebrar seu regime de 14 anos no poder.

Com mais um mandato de seis anos pela frente, Chávez governará o país por um total de duas décadas. O presidente reeleito, que anunciou estar curado do câncer em julho e intensificou sua campanha na última semana, cumprimentou seguidores da varanda do palácio presidencial Miraflores.

"Hoje mostramos que a democracia venezuelana é uma das melhores do mundo e continuaremos a mostrar isso", declarou o líder de 58 anos. "A Venezuela vai continuar caminhando em direção ao socialismo democrático do século 21."

"Aceito e respeito a decisão do povo", disse o candidato derrotado Capriles, de 40 anos. "Espero que o movimento político há 14 anos no poder entenda que quase metade do país não concorda com ele", reiterou.

Desta vez, a vitória de Chávez foi consideravelmente mais estreita que a de 2006, quando obteve 62,8%, contra o então adversário Manuel Rosales, que recebeu 36,9% dos votos. Analistas acreditam que o atual resultado reflete a insatisfação dos eleitores diante do fracasso de Chávez em resolver problemas básicos, como criminalidade, apagões e corrupção. Foi a vitória mais disputada da carreira política de Chávez.

Para os seguidores de Capriles, porém, o avanço da oposição não serviu de consolo. No comitê eleitoral do candidato, viam-se rostos cobertos de lágrimas.

Cumprimentos latino-americanos

Venezuela - Präsidentschaftskandidat Henrique Capriles

Capriles: 'Espero que o movimento político há 14 anos no poder entenda que quase metade do país não concorda com ele"

Logo após a confirmação da reeleição por uma vantagem de quase dez pontos percentuais, Chávez disse ter conversado por telefone com a colega argentina Cristina Kirchner. "Faz pouco conversei com a presidente argentina. A companheira estava muito emocionada [...] E eu disse: 'Cristina, esta vitória é também para a Argentina! Hoje venceu a América Latina!'."

O destino de Chávez, feroz crítico dos EUA e a principal voz da esquerda latino-americana, é acompanhado de perto pela aliada comunista Cuba, que depende fortemente do petróleo venezuelano.

Chávez disse ter sido felicitado pelo presidente cubano, Raúl Castro, assim como por seu irmão e ex-presidente, Fidel, por meio de uma carta. "Acabo de receber a carta de felicitações do presidente cubano e um cumprimento ao povo venezuelano, e, por parte de Fidel, um abraço ao povo de Simón Bolívar."

O líder socialista também agradeceu os cumprimentos de outros líderes da região, entre eles o presidente do Equador, Rafael Correa. "Viva a Venezuela, viva a revolução bolivariana", escreveu o político equatoriano no Twitter.

Em Washington, a republicana Ileana Ros-Lehtinen, chefe do Comitê de Relações Internacionais, acusou Chávez de manipular os resultados. "Chávez não pode ser autorizado a continuar exportando seu ódio e despotismo, como seus companheiros ditadores no Irã e em Cuba, através da opressão da imprensa e a violação de direitos humanos", alertou.

Chávez advertiu os EUA de que não poderão deter a transição venezuelana rumo ao socialismo democrático. "Não haverá força imperialista, por maior que seja, que possa com o povo de Bolívar."

LPF/rtr/afp/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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