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Mundo

Cessar-fogo humanitário termina, e Hamas e Israel retomam disparos

Trégua de cinco horas para permitir entrada de ajuda à Faixa de Gaza é respeitada, mas paz duradoura ainda parece distante. Primeiro-ministro da Turquia acusa Exército israelense de promover genocídio sistemático.

O cessar-fogo de cinco horas estipulado entre Israel e Hamas para a abertura de uma janela humanitária na Faixa de Gaza terminou nesta quinta-feira (17/07) com uma série de disparos, iniciados pontualmente às 15h (horário local), por parte do movimento radical palestino. O Exército israelense, segundo a imprensa local, já respondeu com novos bombardeios.

Os foguetes palestinos atingiram a cidade de Ashkelon e fizeram as sirenes no sul de Israel voltarem a disparar. Outros foram interceptados pelo sistema de defesa aérea israelense. Durante o cessar-fogo, três morteiros chegaram a ser lançados a partir da Faixa Gaza, mas o Hamas negou ser o responsável e disse ter respeitado a trégua temporária.

“Os israelenses estão mentindo. Todas as facções palestinas continuam a observar a trégua,” disse à agência de notícias AFP um membro do Hamas que não quis ser identificado. “Eles querem usar isso para matar militantes.”

Solicitado pela ONU por razões humanitárias, o cessar-fogo começou às 10h da manhã (4h em Brasília) para permitir o tratamento das vítimas dos ataques dos últimos dez dias. Já são 231 mortos (230 palestinos e um israelense) desde o início ofensiva lançada por Israel. A maioria das vítimas é de civis.

Fontes palestinas informaram ainda que, pouco antes do início do cessar-fogo, um ataque de Israel deixou três mortos e outros quatro feridos. De acordo com o porta-voz dos serviços de emergência em Gaza, Ashraf al-Kodra , o bombardeio teve como alvo uma casa em Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza.

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Bombardeios israelenses já deixaram mais de 200 mortos na Faixa de Gaza

As negociações em busca do fim das hostilidades continuam no Egito. Na primeira tentativa, uma proposta egípcia aceita por Israel foi rejeitada pelo Hamas, e os ataques foram retomados seis horas depois do horário determinado para a suspensão das hostilidades.

Em um encontro com estudantes islâmicos para celebrar o mês do Ramadã nesta quinta-feira, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou Israel de promover um “genocídio sistemático” de palestinos na Faixa de Gaza.

“Nós estamos testemunhando esse genocídio sistemático todos os anos. O Ocidente silencia, e então o mundo islâmico faz o mesmo. Como esses que perderam suas vidas são palestinos, nós não podemos ouvir suas vozes”, lamentou.

A escalada da violência teve início em junho, quando três jovens israelenses foram sequestrados e mortos na Cisjordânia. O subsequente assassinato de um adolescente palestino agravou a situação. Desde então, Israel ordenou mais de 1.800 bombardeios em Gaza.

Já o Hamas lançou mais de 1.200 foguetes e morteiros contra Israel. Deles, quase 40 atingiram territórios habitados, deixaram um israelense morto e forçaram milhões a irem para abrigos de guerra. Mais de 230 disparos foram interceptados pelo sistema de defesa aérea de Israel.

IP/afp/ rtr

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