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Mundo

Cessar-fogo é "raio de esperança" para a Síria, diz Assad

Presidente sírio afirma que governo vai fazer sua parte para que trégua atual funcione. Em entrevista, ele agradece Berlim por acolher refugiados, mas questiona se não seria "mais inteligente" ajudá-los a viver na Síria.

Em entrevista à emissora pública alemã ARD, que será transmitida nesta terça-feira (01/03), o presidente da Síria, Bashar al-Assad, afirmou que a população síria está vivendo um "desastre humanitário". Ele negou ter responsabilidade pela guerra civil no país e afirmou que o atual cessar-fogo representa "um raio de esperança" para a Síria.

"Vamos fazer a nossa parte para que a coisa toda funcione", disse Assad, referindo-se à trégua que entrou em vigor no último sábado. "Estamos nos abstendo de retaliação a fim de dar uma chance para que o acordo sobreviva. Isso é o que podemos fazer, mas no final das contas, tudo tem limite. Depende do outro lado."

O atual acordo de cessar-fogo foi elaborado por Rússia e Estados Unidos e visa o envolvimento de quase uma centena de grupos da oposição. No entanto, ele exclui os grupos extremistas "Estado Islâmico" (EI) e Frente al-Nusra.

No último domingo, o Alto Comitê de Negociações (HNC, na sigla em inglês), que reúne grupos de oposição e rebeldes sírios, entregou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma queixa por violações da trégua por parte do Exército da Síria.

Durante a entrevista, gravada em Damasco, o presidente sírio adotou um discurso preocupado em desmentir diversas acusações. Não, o governo síria não é culpado pela situação na Síria. Não, as tropas sírias não interromperam a rede de abastecimento de alimentos de milhares de pessoas sitiadas em suas cidades.

"Como podemos impedir o abastecimento dessas áreas se ainda não conseguimos impedi-las de adquirir armas?", questionou.

"Anistia completa"

O presidente também ofereceu anistia e um "retorno à vida civil" para combatentes da oposição que entregarem suas armas. "A coisa mais importante para mim, legalmente e constitucionalmente, é que não é permitido, como cidadão, segurar metralhadoras e ferir pessoas ou propriedades", disse Assad. "Esta é a única coisa que pedimos. E como eu disse, nós lhes daremos anistia completa."

Assad admitiu que o país "não é mais completamente soberano" e que recebe ajuda militar da Rússia, do Irã e do Líbano. O objetivo seria barrar o avanço de terroristas islâmicos. "Eles não vieram apenas em nossa defesa, mas também para a própria defesa", disse. A Rússia vem apoiando as tropas do governo com ataques aéreos há vários meses.

O presidente sírio também saudou a Alemanha por acolher refugiados sírios, mas questionou se não seria mais inteligente e "menos caro" ajudá-los a viver em seu próprio país. Para isso, o Ocidente teria de decidir lutar contra o terrorismo, e não contra a Síria, afirmou Assad.

A entrevista exclusiva, com 25 minutos de duração, será transmitida na noite desta terça-feira.

PV/dpa/rtr/epd/afp

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