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Mundo

Cerimônia lembra 70 anos de libertação de Dachau

Presos e mortos em Dachau são homenageados em solenidade por líderes, sobreviventes e americanos que participaram da liberação do campo de concentração. Representantes da sociedade alertam sobre aumento da discriminação.

O barulho de sinos ao fundo foi o único ruído ouvido neste domingo (03/05) durante a cerimônia de 70 anos da libertação dos prisioneiros do campo de concentração de Dachau. O ato reuniu líderes, funcionários e mais de 130 sobreviventes e americanos que ajudaram a libertar o local das mãos dos nazistas.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, agradeceu a presença de todos na cerimônia que relembrou os acontecimentos terríveis que tiveram como palco o campo de concentração, localizado nos arredores de Munique.

"É muito bom que pessoas como vocês estejam dispostas a contar suas histórias de vida sobre o sofrimento interminável que a Alemanha provocou a vocês durante a era do nazismo", afirmou Merkel.

A líder alemã também fez um alerta contra o esquecimento do significado e das origens de locais como Dachau, afirmando que "ataques e discursos de ódio antissemitas são dirigidos contra a dignidade humana e, portanto, também contra a base de uma sociedade livre".

Dachau Rekonstruiertes Metalltor mit der Aufschrift Arbeit mach Frei

Inscrição "Arbeit macht Frei" (o trabalho liberta) é considerada um dos símbolos cínicos do nazismo

O ex-prisioneiro e atual presidente do Comitê do Campo de Concentração de Dachau, Max Mannheimer, afirmou que as pessoas precisam aprender com os eventos mais sombrios da História. "A partir da lembrança deve-se também emergir uma consciência de responsabilidade", acrescentou.

O presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Josef Schuster, teme estar vendo um aumento das atitudes discriminatórias na sociedade atual.

"Quando eu vejo hoje como alguns cidadãos atiçam o ódio contra refugiados ou como é falado de forma depreciativa sobre judeus, eu me pergunto: quanto o bem da dignidade humana realmente está fixado na cabeça das pessoas?", questionou.

Aberto pelos nazistas em março de 1933, apenas algumas semanas depois de Adolf Hitler tomar o poder, o campo de concentração de Dachau era destinado a prisioneiros políticos e foi o primeiro a ser construído na Alemanha, servindo de modelo para todos os outros campos de concentração.

Durante a Segunda Guerra Mundial, mais de 200 mil judeus, homossexuais, oponentes políticos, deficientes e prisioneiros de guerra passaram por Dachau, sendo que mais de 41 mil foram mortos ou executados até 29 de abril de 1945, quando as tropas americanas libertaram os prisioneiros o local. Hoje o memorial do campo de concentração atrai anualmente 800 mil visitantes.

FC/dpa/epd/rtr

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