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Jogos Olímpicos

Cerimônia em Londres lembra vítimas de Munique 1972

Onze atletas israelenses foram mortos em atentado durante os Jogos Olímpicos de 1972. Cameron fala em "um dos dias mais negros da história olímpica". Westerwelle diz que a Alemanha sempre honrará a memória das vítimas.

Uma cerimônia organizada pelo Comitê Olímpico de Israel e pela Embaixada de Israel em Londres prestou uma homenagem, nesta quinta-feira (06/08) aos 11 atletas israelenses mortos há 40 anos, durante um atentado nos Jogos Olímpicos e Munique. O evento realizado na Câmara de Londres teve a presença do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e do ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle.

"Esta noite lembra-se o 40º aniversário de um dos dias mais negros da história dos Jogos Olímpicos", afirmou Cameron. "No momento em que o mundo está reunido em Londres para celebrar os jogos e os valores que eles representam, é justo que façamos uma pausa para recordar os 11 atletas israelenses que perderam tão tragicamente a vida em Munique, há 40 anos."

Westerwelle afirmou que a "terrível imagem de Munique 1972 ficará para sempre gravada em nossas mentes. Não podemos trazer de volta as vítimas, mas temos a responsabilidade de mantê-las vivas em nossa memória". Ele ressaltou que a Alemanha relembra com pesar os acontecimentos e sempre honrará a memória dos atletas mortos.

A cerimônia contou ainda com a presença do ministro israelense da Cultura e Esporte, Limor Livnat, e do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

London 2012 - Olympische Spiele Cameron München 1972

Cameron: "Esta noite lembra-se o 40º aniversário de um dos dias mais negros da história dos Jogos Olímpicos"

Duas viúvas de atletas mortos em Munique, Ankie Spitzer e Ilna Romano, também estiveram presentes. Elas já haviam pleiteado junto ao COI para que fosse observado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas durante a abertura dos jogos de Londres 2012, sem sucesso.

Uma petição assinada por 110.000 pessoas, incluindo o presidente dos EUA, Barack Obama, reiterou o pedido para a realização da homenagem. No entanto, o COI não se manifestou a respeito, o que causou grande frustração às viúvas.

Ankie Spitzer, viúva do treinador israelense Andre Spitzer, atacou Rogge e os demais dirigentes olímpicos durante a cerimônia, afirmando que o COI deveria ter vergonha por ter "abandonado 11 membros da família olímpica".

Em 5 de setembro de 1972, elementos da organização palestina Setembro Negro fizeram reféns atletas e treinadores israelitas, operação que culminou com a morte de 11 israelenses, de cinco membros do comando e de um policial alemão.

RC/dapd/dpa/lusa
Revisão: Alexandre Schossler