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Mundo

Cercas na UE não detêm refugiados, diz Anistia Internacional

Organização denuncia abusos de direitos humanos como consequência de controles fronteiriços estabelecidos por alguns países europeus. Negar o acesso ao asilo coloca em risco a vida de migrantes, afirma.

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Hungria construiu cerca na fronteira com a Sérvia

A construção de cercas e outros tipos de controle nas fronteiras de alguns países da União Europeia (UE) alimentam "uma série de abusos de direitos humanos" e não contribuem para deter o fluxo de refugiados, afirmou a Anistia Internacional (AI) nesta terça-feira (17/11).

Num relatório sobre o tema divulgado em Bruxelas, a organização analisou os efeitos das novas cercas, especialmente a construída na fronteira da Hungria com a Sérvia, e o papel de gatekeeper de países como a Turquia e Marrocos.

"A expansão de cercas ao longo das fronteiras da Europa apenas aprofundou violações de direitos e agravou os desafios de administrar o fluxo de refugiados de maneira humana e ordenada", afirmou John Dalhuisen, diretor da AI para Europa e Ásia Central.

Mais de 235 quilômetros de cerca já foram construídos na Europa neste ano, sendo que 175 quilômetros estão localizados na fronteira da Sérvia com a Hungria.

A organização denunciou ainda que refugiados que tentaram entrar na Grécia, Bulgária e Espanha foram expulsos por autoridades fronteiriças sem acesso ao procedimento de asilo ou chance de apelar o retorno. Dessa maneira, leis internacionais foram desrespeitadas, afirmou.

"Essa expulsão é acompanhada, com frequência, de violência e coloca a vida das pessoas em risco", afirmou a Anistia Internacional.

O relatório conclui que as medidas que visavam controlar o fluxo migratório, além de negar o acesso ao asilo, expõem refugiados e migrantes a maus-tratos e forçam as pessoas a buscar alternativas que ameaçam a vida, como as travessias marítimas.

Mais de 760 mil refugiados já chegaram à UE neste ano, a maioria de origem síria e tendo chegado pela Grécia. Mais de 3,4 mil morreram na tentativa de cruzar o Mediterrâneo em 2015.

"A crise de refugiados representa um grande desafio para a UE, mas está longe de ser uma ameaça existencial. A União Europeia precisa responder não com medo e cercas, mas com a melhor tradição dos valores que pretende prezar", disse Dalhuisen.

CN/dpa/kna/afp

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