Centro em Mali informa e coordena migração para a Europa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.10.2008
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Mundo

Centro em Mali informa e coordena migração para a Europa

UE mantém em Mali primeiro Centro de Informação e Gestão da Migração, numa tentativa de selecionar mão-de-obra para a Europa e impedir as arriscadas travessias do Mediterrâneo por africanos que buscam vida melhor.

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Conter a onda de imigrantes ilegais que buscam a europa é uma das tarefas do Cigem

Desde 6 de outubro está em funcionamento em Bamako, capital da república africana do Mali, um centro de informações sobre migração financiado pela União Européia. Seu objetivo é expor as possibilidades de migração legal para a Europa e os riscos da entrada ilegal na União Européia. A Comissão Européia estima que 500 mil pessoas cheguem de forma ilegal à Europa a cada ano.

O Centro de Informação e Gestão da Migração (Cigem) é um projeto piloto que emprega 25 funcionários. Ele deverá funcionar num período inicial de quatro anos, em que receberá um fomento de 10 milhões de euros. Mais tarde, a administração deverá passar ao Mali.

O projeto é parte dos esforços da UE no combate à imigração ilegal e na migração controlada de mão-de-obra altamente qualificada. Neste sentido, há projetos pilotos do Cabo Verde e da Moldávia prevendo a permanência de trabalhadores qualificados por tempo limitado no país. Também os migrantes que retornam à África e sua readaptação fazem parte do público-alvo do Cigem.

Hauptstrasse in Bamako, Mali

Capital do Mali abriga o projeto, uma cooperação entre a Europa e a África

Trata-se de uma cooperação entre a Europa e a África, disse Abdoulaye Konaté, diretor do centro: "Numa iniciativa global conjunta, os países da Europa e da África buscam formas de tratar o problema da imigração ilegal – que condições há para a imigração, como funciona a administração, etc. Também as ações deverão ser mais bem coordenadas".

Expectativas e ceticismo

Defensores dos refugiados não rejeitam o centro em Mali por completo, mas manifestam ceticismo. Eveline Chevalier, do Comitê Internacional para o Desenvolvimento dos Povos, questiona se o Cigem poderá oferecer soluções para o vasto rol de razões que levam à imigração, especialmente a ilegal. "Por outro lado, é positivo que haja um Cigem, que coloque informações importantes à disposição dos migrantes e que fomente a qualificação profissional. Em primeiro lugar, buscamos soluções locais, orientando sobre centros de ensino, formação e de reintegração."

Em dois dias de funcionamento, o centro foi visitado por cerca de 20 homens jovens. Entre eles estava Roméo Ntamag, um camaronês de 20 anos que vive há dois anos no Mali. Ele havia sido preso ao tentar entrar ilegalmente na Europa e foi mandado para a Argélia, de onde viajou a Bamako. Hoje, preside a associação dos centro-africanos expulsos e enviados de volta à África.

"Não sabemos exatamente se é verdade ou não. Mas ficamos sabendo que o centro foi criado para encontrar possibilidades de trabalho legal para migrantes na Europa. Depositamos nossas esperanças neste centro e esperamos tirar proveito dele", disse Ntamag.

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