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Mundo

Censura à internet gera conflito entre presidente e premiê da Turquia

Gül rebate ameaças de proibição a YouTube e Facebook, enquanto gabinete de Erdoğan se desintegra diante de provas de corrupção divulgadas na rede. Primeiro-ministro acusa líder religioso Gülen de conspiração.

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Chefe de governo Erdoğan acuado por revelações

A luta do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, contra a internet parece estar indo longe demais para o chefe de Estado Abdullah Gül. Ele declarou que não permitirá proibição de plataformas de internet, e que um bloqueio não entra sequer em debate.

Nesta sexta-feira (07/03), em entrevista à TV, Erdoğan ameaçara medidas contra operadoras da rede que, a seu ver, encorajam à imoralidade e à espionagem. "Não vamos entregar este país nas mãos do YouTube e do Facebook, para o que der e vier." Ficou em aberto se o chefe de governo se referia a plataformas inteiras ou a determinadas páginas.

Der türkische Präsident Abdullah Gül

Presidente da Turquia, Abdullah Gül, rejeita censura á internet

O presidente rebateu que não quer que a Turquia se torne um Estado marcado por bloqueios internéticos em massa. Uma eventual interdição do Facebook ou YouTube dependeria de sua aprovação, na qualidade de chefe de Estado. Entretanto, o mandato de Gül se encerra em maio.

No início de fevereiro, Ancara já sancionara uma legislação de controle mais rigoroso à rede. Apesar de duras críticas de dentro e fora do país e acusações de "censura", Abdullah Gül a assinou, embora cuidando para que certos artigos fossem amenizados. Ambos os dirigentes pertencem ao partido de centro-direita Justiça e Desenvolvimento (AKP), presidido por Erdoğan.

Corrupção e a rede

A animosidade do político conservador contra a internet é atribuída ao papel desta no atual escândalo de corrupção em seu governo. Nas últimas semanas, supostas gravações de telefonemas do premiê foram divulgadas em diversas plataformas de internet.

Na conversa mais comprometedora, Erdoğan aconselha seu filho a esconder enormes somas de dinheiro. Consta que o grampo foi realizado justamente no dia 17 de dezembro de 2013, em que os filhos de três ministros turcos foram presos por suspeita de corrupção, assim como outros colaboradores próximos do premiê. Em consequência, diversos ministros de seu gabinete foram forçados a renunciar.

Erdoğan afirma que essa gravação específica é forjada. Ao mesmo tempo, porém, confirmou a legitimidade dos outros telefonemas divulgados, que giram em torno de acertos duvidosos sobre uma concorrência pública para compras de armas. O chefe de governo atribui as divulgações na internet a uma conspiração de seu adversário político Fethullah Gülen, líder islâmico turco residente nos Estados Unidos.

AV/afp/rtr/dpa

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