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Eleição na Alemanha

Cenário favorece "coadjuvantes" de Merkel e Schröder

Enquanto os candidatos à Chancelaria Alemã se digladiam publicamente, Edmund Stoiber (CSU) e Franz Müntefering (SPD) ganham espaço e devem ocupar posições centrais no novo governo.

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Stoiber: saindo da sombra de Merkel

Enquanto a indefinição sobre a grande coalizão entre CDU/CSU e SPD não chega ao fim, duas importantes figuras políticas alemãs, que tiveram papéis secundários durante a campanha, aproveitam para ganhar mídia e "se candidatar" a cargos no governo em formação.

Neste sentido, os "coadjuvantes" de Gerhard Schröder e Angela Merkel – respectivamente, Edmund Stoiber (CSU) e Franz Müntefering (SPD) – estão eficientemente advogando em causa própria. Stoiber, conhecido como político linha-dura, foi candidato derrotado à Chancelaria Federal em 2002; Müntefering, líder da bancada social-democrata no Parlamento alemão, vem do movimento sindical.

Ambos participam das reuniões que devem definir a formação do governo até o próximo domingo (09/10). Apesar de nascidos no início dos anos 40 – Stoiber tem 64 anos, Müntefering, 65 –, eles têm formações bem diferentes: o político da CSU é advogado, enquanto o social-democrata não tem formação acadêmica e iniciou carreira na indústria alemã.

Discretos, mas nem tanto

Bildergalerie Gerhard Schröder 16

Müntefering: seguindo o líder

Franz Müntefering, pelo menos até agora, adotou posição mais discreta. Em todas as suas declarações, ele se refere a Gerhard Schröder como a principal figura do partido e também como pessoa mais indicada para ser o chefe do governo alemão, ainda que a elevação de Angela Merkel à condição de chanceler lhe poderia render a Vice-Chancelaria (e, de quebra, o Ministério das Relações Exteriores).

Edmund Stoiber já tem no currículo uma gafe histórica – influenciado por pesquisas de boca-de-urna, declarou-se vitorioso nas eleições de 2002, mas os resultados provaram que ele estava errado –, mesmo assim tem lançado "auto-candidaturas" a diferentes cargos: já disse querer ser ministro da Economia ou então ocupar a Vice-Chancelaria.

Também especulou-se que o governador da Baviera estava interessado na pasta das Finanças, informação que já foi desmentida por ele.

A verdade, porém, é que a confusão política pode ser benéfica para ambos. Enquanto Merkel e Schröder têm a imagem desgastada pela indefinição política que já se arrasta por três semanas no país, seus "segundos homens" só tem a ganhar: se a candidata da CDU virar chanceler, a tendência é Müntefering ser vice; caso Schröder governe o país – o que é menos provável –, a vaga ficaria com Stoiber.

Mais pesquisas?

Mas, como nada parece ser definitivo na disputa de poder na Alemanha, as coisas ainda podem mudar: de acordo com uma pesquisa da rede de televisão ARD, a população prefere Schröder a Merkel no poder – o atual chanceler federal lidera com 46% das preferências, contra 36% de sua adversária. Porém, um levantamento do Instituto Forsa, divulgado no início da semana, mostrava justamente o contrário.

Seja qual for o resultado das negociações entre CDU/CSU e SPD, uma coisa é certa: ninguém vai ousar cantar vitória baseada em pesquisas de opinião.

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  • Data 07.10.2005
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