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Economia

Cebit volta às raízes e aposta nos negócios

Após perder terreno para eventos concorrentes, feira de tecnologia da informação de Hannover deixa um pouco de lado os celulares e tablets e volta a privilegiar os negócios. China é o país convidado na edição de 2015.

A Cebit já foi a maior feira de tecnologia da informação do mundo, mas, em setores como smartphones e tablets, a Mobile World Congress (MWC), de Barcelona, e a CES Consumer Electronic, de Las Vegas, roubaram o show da feira de Hannover.

Por isso, a Cebit decidiu apostar no lema "de volta às raízes", optando por ser, novamente, uma exposição focada em negócios, como era em meados dos anos 1980. Uma evolução coerente, pois um evento dedicado à tecnologia da informação precisa saber se adaptar de forma rápida aos novos tempos, em que economia e sociedade se transformam rapidamente com a digitalização.

O resultado é uma exposição menos colorida e barulhenta e muito mais sóbria. Mas não menos importante, pois a digitalização é onipresente, influenciando não só a vida cotidiana das pessoas, como também os modelos de negócios das empresas. Dessa realidade surgiu o lema d!conomy, um neologismo unindo as palavras economy e digital, fazendo referência à crescente digitalização em todas as áreas, principalmente no setor industrial.

"Ele descreve com precisão a rápida invasão da digitalização em todas as áreas econômicas e sociais", diz o presidente da Cebit, Oliver Frese. "Para a internet das coisas se tornar realidade, as empresas terão de investir bilhões em infraestrutura de telecomunicações, métodos de análise de dados e centros de computação de alto desempenho." É isso que a Cebit quer mostrar. "A internet das coisas aqui é algo que pode ser vivenciado e tocado."

China é parceiro forte

Segundo Frese, a vantagem da Cebit sobre as outras feiras é que o evento foca na digitalização como um todo, sem colocar determinados produtos em primeiro plano. Essa filosofia parece estar dando certo: 3.300 expositores de 70 países estão presentes, incluindo grandes nomes da indústria de TI, como Samsung, Vodafone, Deutsche Telekom, Huawei, Hewlett Packard e Intel, assim como Xiaomi.

Xiaomi? No resto do mundo essa empresa fundada há cinco anos é praticamente desconhecida, mas na China ela é líder de mercado com seus smartphones. A China, aliás, é a protagonista desta edição da feira de Hannover, já que é o país convidado. Um em cada cinco expositores na Cebit vem do país asiático.

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Cebit 2015 começa com Jack Ma

"A China é o parceiro mais forte que a Cebit já teve, representado aqui por mais de 600 empresas", comenta Frese. "A China se desenvolveu, deixando de ser uma mera linha de montagem para se tornar um fornecedor global de soluções para o mundo digital." Ele cita empresas como Huawei e ZT, que, no quesito qualidade, são líderes em fornecimento de equipamentos para redes na Europa. "O centro do mundo de TI está claramente mudando para a Ásia."

O presidente da Associação Alemã das Empresas de Informação, Telecomunicação e Novas Mídias (Bitkom), Dieter Kempf, acredita que a Cebit mostrará muitos produtos concretos, tanto para as empresas como também para o consumidor privado.

Ele cita a análise de grandes quantidades de dados (big data analytics) como um exemplo. "Mas também veremos muitos exemplos de interação de sistemas de TI tradicionais com sistemas de TI relacionados à produção industrial", ressalta.

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