CeBIT 2008 vira palco de cúpula entre Merkel e Sarkozy | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.03.2008
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Mundo

CeBIT 2008 vira palco de cúpula entre Merkel e Sarkozy

A CeBIT é a maior feira mundial do ramo de informação e comunicação. Para a abertura, a chefe alemã de governo Angela Merkel e seu colega francês Nicolas Sarkozy se encontraram em Hannover e demonstraram uma nova união.

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Merkel e Sarkozy se entenderam na CeBIT

Neste ano, estão presentes em Hannover 5845 expositores provenientes de 75 países. Cerca de 300 a menos que no ano passado. Isto não impediu, no entanto, que Angela Merkel mais uma vez estivesse presente na abertura do evento.

O país parceiro da CeBIT deste ano é a França, que depois da Alemanha e Reino Unido representa o terceiro maior mercado de tecnologia de informação da Europa. Alemanha e França formam, juntas, um volume de mercado de tecnologia de informação de mais de 250 bilhões de euros – em nível político, no entanto, as relações entre os dois países não são tão amigáveis.

Reinou a harmonia

Frankreich Präsident Nicolas Sarkozy Neujahr Pressekonferenz

Alemanha se irritou com Sarkozy e vice-versa

O governo alemão se irritou devido às atitudes unilaterais do presidente francês Nicolas Sarkozy, como no caso da União Mediterrânea, e Sarkozy está irritado com a irritação germânica. Nada disto se notou, no entanto, na noite de segunda-feira (03/03), em Hannover, quando reinou a harmonia.

"Se Alemanha e França não são da mesma opinião, então será difícil chegar a um consenso na Europa. E, por isto, acredito que temos uma responsabilidade mútua", declarou Merkel na abertura.

Importantes encontros franco-alemães foram cancelados nas últimas semanas. Não seria de bom tom, no entanto, que Sarkozy desistisse de sua rápida visita a Hannover – isto não teria sido bem aceito pelos cerca de 150 expositores franceses, que desejavam, naturalmente, um clima digno para sua participação na feira.

E Sarkozy lhes fez este favor – distribuindo gentilezas para Angela Merkel e cumprimentos para a economia alemã. "Eu conheço o significado que a indústria tem na Alemanha. Eu sei que a Alemanha é orgulhosa de ser a nação industrial mais importante da Europa e que é a maior exportadora do mundo. Os senhores têm orgulho e têm razão: no tocante à indústria e às importações, os senhores são um exemplo para a França", declarou o presidente francês.

Aval de Angela Merkel

Eröffnung der CeBIT Nicolas Sarkozy und Angela Merkel vor der Eröffnung Hannover Messe Computer

Merkel e Sarkozy com boas notícias na CeBIT

Depois do encontro, Merkel e Sarkozy trouxeram boas notícias à imprensa. Eles chegaram a um acordo quanto à União Mediterrânea.

Ela não deve ser somente um projeto da França, mas dos 27 países-membros da UE e deve dar continuidade ao assim chamado Processo de Barcelona, como ficou conhecida a cooperação iniciada em Barcelona, em 1995, entre 12 Estados do Mediterrâneo.

No tocante à União Mediterrânea, Merkel e Sarkozy querem apresentar suas sugestões no encontro de cúpula da UE, no fim da próxima semana. Eles concordaram ainda que Alemanha e França vão atuar, conjuntamente, no combate a paraísos fiscais. Quanto à futura política climática e automobilística da UE, os chefes de governo acertaram, em Hannover, a formação de um grupo de trabalho.

Em 1° de julho próximo, a França assumirá a presidência rotativa da União Européia. Para Sarkozy, a União Mediterrânea deverá ser a menina dos olhos de seu mandato. O presidente francês veio a Hannover pedir o aval de Angela Merkel.

Posições de Sarkozy

Der neue französische Premierminister Francois Fillon und der neue Präsident Nicolas Sarkozy

Fillon (e.) provoca dúvidas

As últimas declarações do primeiro-ministro francês, François Fillon, levaram, no entanto, a especulações sobre a perenidade da atitude francesa.

Em Paris, após voltar de Hannover, Fillon mencionou novamente uma hierarquia entre os países-membros da UE na União Mediterrânea – uma possibilidade já desmentida pelo governo alemão.

Devido às recentes declarações de Fillon e à falta de constância das posições de Sarkozy, bastante influenciado por seus conselheiros do Palácio do Eliseu, ninguém quer apostar, em Berlim, quanto tempo o tom amigável permanecerá nas relações franco-alemãs.

Pelo menos para fora, Sarkozy se demonstrou em Hannover bastante conciliador. "A Europa não pode se dar ao luxo de um abismo entre França e Alemanha", declarou.

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