1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Futebol

Catar segue explorando trabalhadores, diz Anistia

ONG denuncia que pouco mudou no país, um ano após a promessa do governo de melhorar condições de operários estrangeiros que trabalham nas obras para a Copa de 2022. Patrocinadores pressionam Fifa.

O Catar não cumpriu as reformas anunciadas há um ano para melhorar as condições trabalhistas de estrangeiros nas obras para a Copa do Mundo de 2022, denuncia a Anistia Internacional (AI) em um relatório publicado nesta quinta-feira (21/05).

A organização critica o país por não ter feito nenhuma alteração substancial em relação à situação dos aproximadamente 1,5 milhão de estrangeiros que trabalham na construção civil.

"Pouco mudou na legislação, na política e na prática desde que o governo prometeu reformas há exatamente um ano", afirma o relatório. Dos nove pontos-chave identificados pela Anistia, progressos foram feitos em apenas cinco – e de forma limitada.

O principal problema é o polêmico sistema kafala, que permite o controle total dos contratantes sobre seus funcionários. Em maio de 2014, o governo do Catar esboçou planos de uma nova legislação, que permitiria que trabalhadores estrangeiros recebessem vistos de saída sem precisar do consentimento dos empregadores.

Apenas promessas

O relatório também mostrou que promessas, como a introdução do sistema de pagamento eletrônico para garantir aos trabalhadores o recebimento do salário em dia, ainda estão sendo implementadas. Muitos estrangeiros reclamam de não receberem em dia ou até não serem pagos.

"A realidade mostra que, mais de um ano e meio depois de a Anistia ter revelado essa exploração desenfreada de imigrantes, pouco foi feito para resolver as causas deste abuso. Nós nos aproximamos mais um ano da Copa do Mundo de 2022, o tempo para mudanças está se esgotando", afirma Mustafa Qadri, pesquisador da Anistia.

O Ministério do Trabalho e de Assuntos Sociais do Catar contestou o relatório e afirmou que mudanças significativas foram feitas no último ano. Segundo o órgão, foi criado um sistema de proteção salarial, um de pagamento eletrônico e mais fiscais trabalhistas foram contratados.

A Fifa parabenizou o relatório e afirmou que continua pressionado o governo do Catar por mudanças. "Insistimos publicamente e com as autoridades no Catar para que as condições de trabalho justas sejam imperativas para todos os trabalhadores no país", comunicou a entidade.

Alguns patrocinadores da Copa do Mundo, como Adidas, Coca-Cola e Visa, também pressionam para que a Fifa inste o Catar a fazer as reformas.

"Nós expressamos à Fifa nossa profunda preocupação e pedimos que tomem todas as ações necessárias junto as autoridades e organizações para reparar essa situação e garantir a segurança e saúde de todos os envolvidos", diz a Visa em comunicado.

CN/afp/ap

Leia mais