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Mundo

Casas reais europeias estão em clima de renovação

Os holandeses deram a largada, e em outras seis casas reais europeias a próxima geração também aguarda com ansiedade. Mas novas renúncias voluntárias são consideradas improváveis.

Após 30 anos no trono, a rainha holandesa Beatrix renunciou à coroa em janeiro último, em discurso televisionado, pouco antes de seu aniversário de 75 anos. "Eu não renuncio porque o cargo se tornou um fardo, mas pela convicção de que a responsabilidade pelo nosso país deve estar agora em mãos de uma nova geração", argumentou a soberana. "Com grande confiança, eu vou transferir a regência ao meu filho, o Príncipe de Orange."

Para muitos holandeses e fãs da monarquia de toda a Europa, a renúncia não foi realmente uma surpresa. Afinal de contas, também a mãe e a avó de Beatrix já haviam renunciado para dar espaço à geração seguinte.

Terceira idade no trono

Großbritannien Königshaus Thronfolger Prinz Charles Camilla und Königin Elizabeth

Rainha Elizabeth 2ª ao lado do príncipe Charles e de Camilla

Nas demais casas reais da Europa, os monarcas também já ultrapassaram há muito a idade da aposentadoria, e mudanças no trono não seriam exatamente uma surpresa. A robusta rainha Elizabeth 2ª, do Reino Unido, já está com 87 anos. O filho Charles já espera há muito tempo e, com tenros 64 anos, está prestes a ser avô. A rainha da Dinamarca, a fumante inveterada Margareth 2ª, tem 76 anos de idade; o príncipe herdeiro Frederik já está com 44.

Na Noruega, o circunspecto rei Harald já tem 76 anos, seu herdeiro Haakon, 40 anos. Na Suécia, apesar dos escândalos, Carl Gustaf 16 consegue manter-se no trono, com relativamente jovens 68 anos. Sua filha Victoria (35), é muito mais popular entre os suecos e seria imediatamente aceita como rainha. Na Bélgica, reina o quase octogenário Albert 2°. Com 53 anos, o filho Phillipp está no auge da idade e já assumiu diversas tarefas de seu pai.

E, finalmente, na Espanha, o monarca sofre grande pressão, sob suspeita de estar envolvido num escândalo de suborno. Com saúde debilitada e após diversos casos extraconjugais, o rei Juan Carlos, de 75 anos de idade, não é mais que uma sombra de si mesmo. Felipe (45), o príncipe herdeiro, gostaria de suceder ao pai, mas "o rei nunca abdicará". Pelo menos é o que diz a rainha Sofia sobre o marido.

Abdicação voluntária improvável

Schweden Eltern Kronprinzessin Victoria und Ehemann Daniel

Princesa Victoria, da Suécia, ao lado do esposo

A historiadora e especialista em monarquia Monika Wienfort, da Universidade de Braunschweig, não acredita que os súditos queiram se livrar dos monarcas em idade avançada. "Eu não tenho a impressão de que o público nesses países preferiria ter soberanos mais jovens."

Os mais ou menos jovens herdeiros da Holanda, Bélgica, Espanha e Reino Unido se preparam para suas funções reais ao assumir atividades nas províncias. Portanto não estão sem fazer nada ou entediados, assegura a professora. "Assim também se resolve um pouco o problema da desocupação estrutural dos herdeiros do trono e seus cônjuges."

Mas outras renúncias de monarcas, a exemplo do que aconteceu na Holanda, não estão descartadas. Legalmente, cada rei pode abdicar de seu cargo. As cabeças coroadas também poderiam fazer o mesmo que o Papa, diz o historiador e pesquisador da monarquia Rolf-Ulrich Kunze à Deutsche Welle. Isso é possível, mas pouco provável:. "É muito difícil de estimar, pois sempre depende de constelações pessoais, da situação familiar nas casas reais, a qual, por sua vez, depende apenas em parte de processos estruturais, como, por exemplo, questões constitucionais".

De acordo com Kunze, a Holanda não seria um exemplo para a casa real britânica. Enquanto os holandeses veem o rei mais como um chefe de Estado funcional com um papel político, a rainha britânica é antes uma figura simbólica para a identidade nacional. "São dois casos distintos. Ambas as casas reais evoluíram em direções diferentes já há muito tempo, e isso também pela função que desempenham em seus países."

Niederlande Königshaus Treffen der Thronfolger in Apeldoorn

Encontro de cúpula dos herdeiros de trono na Europa

"Os súditos se divertem"

Na opinião de Wienfort, as monarquias parlamentares de sete países europeus estão firmes. "Acho que, na verdade, a maioria dos cidadãos dos países monarquistas se diverte com a monarquia. Na Holanda, a mudança de trono é esperada como uma grande festa." Em nenhum país existem esforços sérios de abolir essa forma de Estado. Mesmo renúncias e mudanças de trono não levam a crises, com exceção de pequenos protestos de grupos republicanos separatistas.

"Esses grupos estão sempre procurando uma oportunidade para ser ouvidos. No entanto, não possuem nenhuma perspectiva verdadeira de conseguir afastar a monarquia", afirma Wienfort. Na Europa, a realeza conseguiu se estabelecer em todos os lugares onde não houve reviravoltas revolucionárias como as da França, Itália ou Alemanha. Como quase todas as casas reais são aparentadas entre si – e sobretudo com a nobreza alemã – caso aconteça o pior, resta sempre a possibilidade de ir para a casa dos parentes.

Novo rei tem origens alemãs

Kronprinz Willem-Alexander und Familie

Willem-Alexander e Maxima assumem o trono holandês

A casa real holandesa de Orange-Nassau é, basicamente, uma família alemã. "A ligação não poderia ser mais próxima", observa Kunze. "Ouve-se isso a cada vez que é entoado o hino nacional holandês: Canção de Guilherme, onde se canta 'Guilherme eu sou, de sangue alemão'." O fundador da dinastia, Guilherme de Orange-Nassau, vem de Dillenburg, hoje no estado alemão de Hessen.

O nobre do interior de Hessen herdou o pequeno principado francês de Orange, fazendo assim carreira na alta nobreza. "Desde os primórdios da era moderna, a ligação com a Alemanha é muito próxima. Ela se manteve então através de casamentos." Os esposos das últimas três rainhas holandesas eram todos alemães. O novo rei, Willem Alexander, quebrou agora com essa tradição, casando-se com Maxima, uma "plebeia" da Argentina.

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