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Alemanha

Casas lotéricas pagam apostas em Barrichello

Loteria sueca não aceitará mais apostas da F-1. Alemães acham que Schumacher deveria ter ignorado ordem da Ferrari. Lauda defende tetracampeão e Barrichello.

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Lauda acha que, em sua época, ainda era possível desobedecer ordens da equipe

Pelo menos duas casas lotéricas européias decidiram ser "esportivamente corretas" e vão pagar prêmios tanto àqueles clientes que apostaram na vitória de Rubens Barrichello no Grande Prêmio da Áustria, quanto aos que fizeram sua fézinha em Michael Schumacher. O brasileiro liderou toda a corrida, no domingo, e deixou o alemão ultrapassá-lo na reta final, atendendo ordem da Ferrari, o que gerou uma grande polêmica.

Na Suécia, a empresa estatal de loterias Svenska Spel justificou sua decisão: "Pelo nosso regulamento, estamos obrigados a pagar o prêmio às apostas feitas em Schumacher. Mas, em função do extraordinário episódio, decidimos abrir uma exceção na regra."

O bookmaker Intertops, de Salzburg, seguiu o mesmo caminho: "Queremos com isto demonstrar que atitudes como esta não são corretas." A vitória de Barrichello estava cotada em 5 para 1 na casa austríaca, enquanto a de Schumacher não passou de 1,4 para 1.

Os promotores da sueca Svenska Spel, porém, não querem correr o risco do caso se repetir e anunciaram ainda que não vão promover mais apostas relativas à Fórmula-1.

Ordem da Ferrari foi "decisão miserável"

Na Alemanha, a polêmica igualmente prossegue. Uma pesquisa da emissora de tevê privada RTL – a de maior audiência no país – constatou que o público preferiria que Schumacher tivesse ignorado a ordem da Ferrari. Dos quase 10 mil espectadores que participaram da consulta pelo telefone, 72,8% defenderam que o piloto alemão deveria ter deixado Barrichello cruzar a linha de chegada primeiro.

Comentarista da RTL nas transmissões da F-1, o ex-piloto austríaco Niki Lauda observou que, no entanto, não se deve cobrar demasiado uma postura moralmente mais correta do tetracampeão. "Não se pode exigir do Michael, que corresse em alta velocidade, se concentrasse e ao mesmo tempo analisasse todas as conseqüências de uma decisão assim. Para ele, era evidente que deveria continuar na briga. Ao fim da corrida, ele próprio tirou o pé do acelerador, à medida que gradualmente lhe foi ficando claro o que poderia acontecer ao esporte e à Ferrari. Mas Barrichello reduziu igualmente ainda mais sua velocidade", comentou o ex-campeão mundial.

O debate acalorado sobre o tema fez até o próprio Lauda mudar de lado. Logo após a corrida e ainda antes dos pilotos subirem ao pódio, o austríaco declarara que se fosse da equipe Ferrari teria dado a mesma ordem a Barrichello. Agora, o ex-piloto da McLaren parece ter revisto sua posição.

"A direção da Ferrari tomou realmente uma decisão miserável, que eu pessoalmente não compreendo. Se a ordem tivesse vindo para mim, eu teria respondido: 'Eles que se danem. Fiz uma corrida perfeita e vou cruzar a linha de chegada como vencedor'. No entanto, estes tempos já passaram. Hoje os contratos dos pilotos são tão detalhados, especialmente no caso do Barrichello, que é claramente o segundo piloto da equipe e tem de obedecer às ordens da equipe", acrescentou Niki Lauda.

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