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Alemanha

Casa Branca quebra silêncio sobre acusação de espionagem na Alemanha

EUA dizem que diferenças com Alemanha devem ser tratadas em conversas fechadas. Merkel desaprova a atitude americana e afirma que não é fácil convencer os EUA a reformular o trabalho dos serviços de inteligência.

Depois da revelação de que dois funcionários do governo alemão estavam realizando atividades de espionagem para os serviços de inteligência dos EUA, o governo dos EUA resolveu quebrar o silêncio neste sábado (12/07) sobre a espionagem americana no Departamento Federal de Informações da Alemanha (BND). Segundo o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, o tema não deve ser discutido abertamente, mas em conversas fechadas.

"Todas as diferenças que nós temos são resolvidas de melhor forma por meio dos canais tradicionais disponíveis, não pela mídia", afirmou Earnest. Na mesma coletiva de imprensa, ele afirmou que o presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, não realizam contato telefônico há mais de uma semana.

Bildergalerie Merkel mal anders - wir gratulieren zum 60.

Em outro episódio da espionagem americana, celular de Merkel foi grampeado

De acordo com informações publicadas pela revista alemã Spiegel neste sábado, o provável espião americano no Departamento Federal de Informações (BND) não era supervisionado pela Embaixada dos EUA em Berlim.

Segundo a revista, agentes da CIA da Embaixada em Viena, na Áustria, teriam encontrado algumas vezes o homem de 31 anos em Salzburgo, onde teriam recebido documentos secretos e realizado pagamento pelo trabalho realizado.

Críticas de Merkel

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, voltou a criticar neste sábado (12/07) a Casa Branca. Mesmo assim, ela frisou que a cooperação dos serviços de inteligência dos dois países deve continuar.

Em entrevista à emissora alemã ZDF, Merkel afirmou que a Alemanha não tem como impor que os EUA deixem de espionar em território alemão. "Numa abordagem geral, eu acredito que não é tão fácil convencer os americanos da reformulação do trabalho das agências de inteligência. Por isso temos que deixar claro onde estão as diferenças de atitude."

Ao ser perguntada se tem expectativas de que os EUA mudem a sua conduta, Merkel afirmou que não pode predizer, mas espera que sejam realizadas mudanças. Merkel também não esconde a sua falta de compreensão diante da atitude americana. "Quando isso acontece, do meu ponto de vista não é uma cooperação entre parceiros."

A chanceler federal afirmou, também, que nenhuma relação de confiança implica a aceitação de espionagem. "Nós queremos uma cooperação entre parceiros. Isso inclui a não espionagem mútua, também nos serviços de inteligência", disse Merkel, afirmando ainda que não seria necessário o rompimento da cooperação alemã com os serviços de inteligência dos EUA.

FC/dpa/rtr

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