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Economia

Carro do futuro para o chanceler

A DaimlerChrysler entregou à Chancelaria Federal um modelo F-Cell da classe A, que vai ser experimentado durante um ano pelos motoristas do governo.

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Gerhard Schröder na direção do F-Cell da DaimlerChrysler

O carro do futuro já está a serviço do governo alemão desde esta quarta-feira (18/08). Jürgen Hubbert, diretor da DaimlerChrysler, entregou em Berlim ao chanceler federal Gerhard Schröder um Mercedes classe A modelo F-Cell – ou seja, movido a hidrogênio – para ser testado no dia-a-dia, durante um ano, pelos motoristas do governo. Schröder louvou os empenhos da empresa, principalmente considerando os altos preços do petróleo.

Motor elétrico ou de combustão

Hubbert acentuou que a empresa já investiu em dez anos um bilhão de euros no desenvolvimento da tecnologia de célula combustível a hidrogênio para veículos automotivos, "sem receber nem um euro de volta". A DaimlerChrysler espera estar em condições de passar a produzir em série em torno do ano de 2010.

O carro entregue à Chancelaria Federal por um ano é um entre 60 que o conglomerado está testando em várias partes do mundo. O motor elétrico tem potência máxima de 65 quilowatts. Com uma autonomia de 160 quilômetros e velocidade máxima de 140 km/h, o veículo consome de 3,8 a 4,1 litros de combustível a cada 100 quilômetros rodados.

A DaimlerChrysler já colocou em circulação, além disso, 30 ônibus equipados com célula combustível a hidrogênio, que estão sendo testados em diferentes países da Europa. Porém, ela não é a única montadora a apostar no hidrogênio como combustível do futuro. Ele é visto como importante contribuição para um desenvolvimento sustentável, por não produzir gases de escape. O que sobra do hidrogênio, após a combustão, é apenas água.

Fahrzeug der Firma Opel mit Wasserstoffantrieb

Motor do HydroGen3 da Opel

A Opel (GM) também desenvolveu um automóvel equipado com a mesma tecnologia, que atravessou o continente europeu em três semanas, em teste realizado em maio. Já a BMW e a Ford deram preferência a um motor de combustão movido a hidrogênio.

Infra-estrutura é o problema

Como todos os veículos que utilizam combustíveis alternativos, os movidos a hidrogênio enfrentam o problema da infra-estrutura deficiente. Faltam principalmente postos para abastecimento, o que dificulta a popularização da tecnologia. Com isso, os custos de produção continuam altíssimos: o HydroGen3 da Opel, por exemplo, fica em torno de 80 mil euros.

"Estamos a anos-luz da rentabilidade desses veículos", afirma Werner Reh, especialista em trânsito da organização ambientalista alemã BUND. Reh não acredita que a tecnologia esteja "madura" para o mercado antes de 2020. Em sua opinião, o entusiasmo com o hidrogênio leva a esquecer que a solução para um transporte que cause menos impacto sobre o meio ambiente está ao alcance da mão. A indústria automobilística deveria apostar nos veículos capazes de rodar 33 quilômetros com um litro de gasolina. Sairia muito mais barato, por não haver necessidade de investir em uma nova infra-estrutura, diz Reh.

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