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Mundo

Carrasco nazista condenado a 7 anos de prisão

Por causa do massacre de 59 prisioneiros italianos, 58 atrás, durante a Segunda Guerra Mundial, o Tribunal Penal de Hamburgo condenou o ex-oficial da SS Friedrich Engel a sete anos de prisão, nesta sexta-feira (5).

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Friedrich Engel ainda poderá escapar da pena, por causa da idade avançada

O Tribunal julgou o antigo nazista, agora com 93 anos de idade, co-responsável pelo fuzilamento dos 59 reféns, em maio de 1944, em Gênova. Engel, conhecido na Itália como "Carrasco de Gênova", ouviu a sentença tranqüilo e sem emoção. A Promotoria Pública havia pedido prisão perpétua e a defesa absolvição.

Ao justificar a condenação por sete anos, o Tribunal considerou que qualquer outra seria "excessiva" diante do atraso de meio século das autoridades judiciais, além do que, devido à adiantada idade do réu, sete anos podem "equivaler a "perpétua".

Pela mesma razão, é incerto se o condenado cumprirá a pena. Em todo caso, ainda será decidido sobre condições atenuantes de prisão para o criminoso nazista que sempre viveu em liberdade, com nome falso, em Hamburgo.

O fuzilamento dos 59 italianos foi um ato de vingança pelo atentado da resistência à Itália facista de Benito Mussolini contra um cinema, em que morreram seis soldados da Marinha da Alemanha nazista. Adolf Hitler ordenou a morte de dez italianos para cada alemão morto. Talvez por descuido, como disse Engel durante seu julgamento agora em Hamburgo, foram executados 59 italianos, em vez dos 60 exigidos pelo ditador nazista.

Segundo testemunhas, os prisioneiros do cárcere Marassi foram acordados no meio da noite e levados para o bairro afastado de Turchino. Já durante a viagem, que durou mais de uma hora, as vítimas sabiam que seriam mortas e durante o transporte já se ouviu tiros. Em sua maioria jovens, os prisioneiros, com os olhos vendados, foram colocados em grupos à beira de uma fossa. Os que eram fuzilados mais tarde caíam sobre os corpos dos outros.

Na época, o antigo oficial da SS era chefe do serviço de segurança em Gênova. Durante o seu julgamento em Hamburgo, Engel se defendeu dizendo que o comando da ação foi da Marinha e que ele teria sido apenas um observador.

O Tribunal considerou, todavia, provado que Engel escolhera as vítimas e ordenara o seu fuzilamento. Ele já havia sido condenado a prisão perpétua na Itália, a revelia, em 1999. Foi com base na tradução dos autos desse julgamento italiano que foi aberto o processo contra ele na Alemanha, depois de terem sido arquivados outros inquéritos do Ministério Público alemão. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o "Carrasco de Gênova", formado em Filologia, trabalhou como madeireiro, com nome falso, em Hamburgo.